Comunicado de Imprensa — Novo CROA da Póvoa de Lanhoso

Os Independentes” questionam investimento de 608 mil euros no novo CROA: “O bem-estar animal não pode ficar à porta”

Póvoa de Lanhoso, 21 de setembro de 2026



O movimento cívico e político “Os Independentes” exige esclarecimentos ao Executivo Municipal da Póvoa de Lanhoso relativamente ao novo Centro de Recolha Oficial de Animais (CROA), uma infraestrutura cujo investimento ultrapassa os 608 mil euros.

Para o movimento, um investimento público desta dimensão exige instalações adequadas às necessidades do concelho, respostas concretas ao problema do abandono animal e condições que coloquem efetivamente o bem-estar dos animais no centro das decisões.

Após a análise das instalações, “Os Independentes” levantam várias questões que consideram merecer uma resposta pública e transparente por parte da Câmara Municipal.

1. 608 mil euros: quais são, afinal, as valências disponíveis?

Uma das principais questões colocadas pelo movimento prende-se com a existência, ou não, de valências clínicas próprias para pequenas cirurgias e esterilizações.

Num concelho que enfrenta os problemas associados ao abandono e à reprodução descontrolada de animais, “Os Independentes” consideram legítimo questionar por que razão uma infraestrutura com este nível de investimento não dispõe de uma resposta clínica própria ou de condições previstas para a sua implementação.

A esterilização constitui uma ferramenta importante na prevenção do abandono e no controlo da população animal. Por isso, o movimento entende que esta questão deve ser devidamente esclarecida pela autarquia.

2. Cães e gatos: é garantida uma separação adequada?

Outra preocupação prende-se com a relação entre as áreas destinadas a cães e gatos.

Os “Os Independentes” defendem que o novo CROA deve garantir uma separação física, visual e acústica adequada entre as diferentes espécies, tendo em consideração as necessidades específicas de cada uma.

O ruído permanente provocado pelo ladrar dos cães pode constituir um fator de stress para os gatos alojados nas proximidades. Por esse motivo, o movimento entende que devem ser divulgadas publicamente as soluções de isolamento existentes e os critérios técnicos utilizados no projeto.

Um centro de recolha não deve limitar-se a alojar animais. Deve proporcionar condições que contribuam para a sua recuperação, proteção e posterior adoção.

3. Onde foram aplicados os 608 mil euros?

É esta, para “Os Independentes”, uma das questões fundamentais.

Quando está em causa um investimento público superior a 608 mil euros, a população tem o direito de conhecer, de forma clara e detalhada, como foi utilizado esse dinheiro.

O movimento solicita, por isso, ao Executivo Municipal que disponibilize publicamente a documentação relevante relativa à empreitada, nomeadamente:

Caderno de encargos;
Projeto e respetivas alterações;
Contrato da empreitada;
Trabalhos complementares e respetivos valores;
Mapa discriminado dos custos;
Faturas e pagamentos efetuados;
Equipamentos adquiridos;

Valências inicialmente previstas e as que foram efetivamente concretizadas.

Não basta dizer que foram investidos 608 mil euros. É preciso explicar à população o que foi construído, o que foi instalado e quanto custou cada componente do projeto.”

Três medidas que “Os Independentes” consideram prioritárias

O movimento irá defender a adoção de um conjunto de medidas destinadas a melhorar a resposta municipal:

1. TRANSPARÊNCIA E AUDITORIA
Disponibilização pública da documentação financeira e técnica relacionada com a construção e equipamento do CROA, permitindo aos cidadãos conhecer o destino dos recursos públicos.

2. VALÊNCIA CLÍNICA
Avaliação urgente da possibilidade de adaptar ou criar um espaço destinado a pequenas cirurgias, esterilizações e outros procedimentos veterinários compatíveis com a atividade do centro.

3. PROTEÇÃO DOS FELINOS
Avaliação técnica das condições acústicas e visuais do gatil e implementação das medidas necessárias para garantir uma separação adequada das áreas destinadas aos cães.

“O bem-estar animal não se constrói apenas com paredes”

Para “Os Independentes”, esta discussão não é uma questão partidária: é uma questão de responsabilidade pública, transparência e bem-estar animal.

“Uma obra pública de mais de 608 mil euros tem de ser avaliada não apenas pelo betão, pelas paredes e pelas boxes, mas sobretudo pela resposta que dá aos animais e às necessidades do concelho. Queremos saber se este investimento está verdadeiramente preparado para responder aos problemas que Póvoa de Lanhoso enfrenta.”

O movimento considera que a população merece respostas objetivas e documentação acessível.

Os animais merecem dignidade. Os profissionais merecem condições de trabalho. E os povoenses merecem saber como é utilizado o seu dinheiro.

“Os Independentes” continuarão a acompanhar o funcionamento do CROA e a apresentar propostas concretas para melhorar a resposta municipal na área do bem-estar animal.

GRUPO “OS INDEPENDENTES”
Movimento Cívico e Político da Póvoa de Lanhoso


Revista Repórter X / Repórter Editora

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