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Haja mais humildade por parte dos cobradores de transportes públicos:
Quando a regra perde a alma, a justiça transforma-se num negócio, e quantas mais multas o cobrador passa, mais comissões recebe.
A Revista Repórter X já deu notícia de uma situação idêntica num caso ocorrido em Zürich. Houve reclamação, houve justiça mínima, e a SBB acabou por devolver metade do valor cobrado. O cliente incumpriu, é verdade, mas fê-lo de forma involuntária, sem dolo nem fraude. Já o sistema não foi inocente. A SBB, ou melhor dizendo, alguns fiscais, comportam-se como aproveitadores, porque recebem comissão por cada multa aplicada, e quando o pão depende da multa, a consciência encolhe.
Digo-o sem papas na língua, há quem fiscalize para servir, e há quem fiscalize para arrecadar. E isso não é fiscalização, é negócio. O transporte público nasceu para ligar pessoas, não para as esmagar por 2 minutos.
Recordo um episódio simples, saí numa paragem, o bilhete tinha terminado havia cerca de 5 minutos, o jovem cobrador olhou, percebeu, tapou os olhos e seguiu em frente. Agiu bem, agiu como homem, não como máquina. E eu, no regresso, tirei novo bilhete, porque o dever também é nosso quando a consciência está inteira.
É assim que sempre foi feito quando havia humanidade no gesto, a regra com alma, a lei com rosto. O futuro não se constrói com fiscais predadores nem com cidadãos humilhados, constrói-se com justiça simples, proporcional, e com respeito mútuo. É isso que deve ser dito, sem enfeites, e é isso que deve mudar, para que o caminho siga mais direito do que os carris.
autor: Quelhas
A história que levou a este relato, e o oportunismo frio como a neve da suíça, a troco de duas rapas:
Foram 2 minutos demasiado cedo com um bilhete inválido. Inválido porque o passageiro entrou e o bilhete que havia comprado só dava para 2 minutos depois. Que prejuízo real causava isso à SBB? Incompreensível!
Um estudante recebeu uma multa pesada da SBB quando ia passar o Natal a casa. Será exagero ou será legítimo. Os leitores têm opiniões claras, ou talvez nem tanto!?
Esta viagem da estação de St. Gallen para Winterthur saiu cara a um estudante. A SBB sublinha que tudo decorreu de forma correcta. Correcta para cobrar, mas quando o comboio atrasa não paga indemnizações.
O estudante viajava de St. Gallen para Zurique e recebeu multa devido ao horário do bilhete. O Ga Night só era válido a partir das 19 horas. O comboio partiu segundos antes, e logo se viu o oportunismo transformado em roubo. Multa de 100 francos por falta de bilhete complementar. Falamos de poucos segundos de diferença. Se o bilhete tinha 2 minutos de diferença e ainda alguns segundos, então o comboio estava atrasado. Se há regulamento, deve haver responsabilidade para os dois lados.
Pouco antes das 19 horas entrou no comboio. A partida prevista era às 18 horas e 58 minutos. O comboio saiu efectivamente às 18 horas, 59 minutos e 39 segundos. Não havia razão para uma multa, nunca na vida, estas atitudes estão a desqualificar a Suíça com esquemas em tudo que mexe e o estado suíço tem culpa nestes problemas!
Minutos depois, o estudante foi controlado. Infelizmente, o seu Ga Night só é válido em partidas previstas a partir das 19 horas em ponto. O jovem teria, portanto, de ter comprado um bilhete complementar até à primeira paragem. Recebeu uma multa de 100 francos. Considerou isso inacreditável, por causa de alguns segundos foi tratado como um viajante sem bilhete, quando o bilhete dentro de segundos ficava válido. Ele comprou um bilhete, nem sempre é fácil comprar um bilhete por várias razões que agora não vou explicar...
Mas qual é a posição da comunidade? Os comentários dividem-se! Alguns colocam-se claramente do lado da SBB, enquanto outros mostram simpatia pelo jovem estudante. Quem está do lado da SBB não tem dois olhos de testa ou não anda em transportes públicos!
A SBB é descrita como mesquinha e pouco amiga do cliente em vez de razoável, primeiro o negócio e segundo o negócio e sempre o negócio em primeiro lugar!...
Algo mais de tolerância e humanidade por parte do pessoal que cobra seria desejável. Foram 2 minutos, mas com atraso do comboio foram alguns segundos e logo 100 francos de multa. Há quem opine com opiniões, compreendem ambos os lados, mas defende que a SBB deveria conceder uma tolerância de 3 a 5 minutos.
Rita Juon e Hanspeter Greuter são críticos em relação à SBB. Infelizmente, isso não os surpreende. A SBB tornou-se gananciosa e espreme-nos onde pode. Quelhas concorda. Vamos ter que levar o livro das regras conosco.
Thomas Frutig comenta que há multas por todo o lado, e não poucas, e que os suíços não são normais nesse aspecto. Gerhard Spielmann acrescenta que a SBB é mesquinha e pouco amiga do cliente em vez de razoável. Infelizmente, é assim.
Do outro lado, o estudante é duramente julgado. Fredy Brülhart escreve que, se um bilhete é válido apenas a partir de uma determinada hora, não se pode apelar à tolerância ao entrar 2 minutos antes da partida prevista. A culpa seria do cliente. Talvez este raciocínio é de alguém que nunca levou uma multa ou sobra-lhe o dinheiro para pagar multas!?
Pascal Blättler também é contra uma tolerância excessiva. A SBB fez tudo correctamente, algures tem de se traçar um limite, e toda a gente sabe que tipo de bilhete tem. Michael Schneider concorda, existem regras e condições, quem as cumpre não tem problemas. Como o povo suíço tem estas mentalidades, muitas vezes os europeus como eu não conseguem raciocinar o porquê desta gente ser assim fria como a neve dos Alpes suíços!? Onde começa a tolerância e onde termina.
Heidi Keller observa que de St. Gallen também parte um comboio para Zurique depois das 19 horas. Remo Schmid escreve apenas que o estudante acha que foi tratado como um viajante sem bilhete, mas segundo as disposições, era exactamente isso. As opiniões dividem-se, mas muito mal interpretadas, lora se o passageiro não tivesse bilhete podiam dizer o que lhes apetesse-se, neste caso o passageiro comprou o bilhete e os funcionários da SBB deveriam mesmo ser mais humanos, mas comportam-se como polícias a cobrarem pela comissão que dá uma rapas a mais ao fim do mês, mas deveriam gastá-las na farmácia pela ganância!
A mim já apareceu de tudo e se em cima elogio um cobrador, noutra situação eu condeno a cobradora, pois pediu-me o Passe, mas como o deixei em casa comprei o Abonamento na SBB na mesma e tinha comigo o Bilhete em vez do Passe e a fulana tirou-me o bilhete da mão, coisa que não pode fazer, deve ver a validade e se estiver válido ok e se não estiver multava-me. Como não apresentei o Passe mensal e apresentei o bilhete queria me multar e multou, para me dar o bilhete arranquei-lo da mão para sair do comboio naquela estação, mas já tinha metido ao sistema. A multa chegou a casa e paguei e reclamei a seguir, depois devolveram-me o valor menos a possível Comissão da Cobradora. Gente, desta não havia de existir. Reles! Eu tina a confirmação do pagamento tirado uns minutos antes para o horário do comboio sem adiantamento como fez o estudante.
Texto sobre o estudante por: Alessandro Kälin
Tradução, Quelhas
Revista Repórter X, Repórter Editora.

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