As ideias do Quelhas sobre o mundo actual: EUA

As ideias de Quelhas sobre o mundo actual: EUA



"Tínhamos tudo no mundo para sermos perfeitos, mas preferem que uns sejam milionários e outros morram de fome."

O autor Quelhas como crítico social, defensor dos direitos humanos e observador atento da actualidade acredita que a humanidade entrou numa era de extraordinário desenvolvimento tecnológico e científico, mas também numa era de controlo sem precedentes para lixar o próximo.

Na sua visão, não existem dúvidas de que os Estados Unidos da América são o verdadeiro centro do poder mundial e ainda bem, senão o mundo viravavao avesso. Não se trata apenas de uma potência entre outras. Considera que os Estados Unidos exercem uma influência tão profunda sobre a economia, a tecnologia, as finanças, a informação, a diplomacia e os acontecimentos internacionais que as restantes potências acabam por surgir muito atrás desse poder acumulado. Existe o G7, mas o cérebro são os EUA!

A Rússia, a China, a França, a Inglaterra e os restantes países podem possuir exércitos, riqueza, tecnologia ou armamento nuclear, mas continuam, na sua opinião, longe da capacidade de influência norte-americana e se não fosse assim os Ditadores Sul-americanos, os Árabes ou até a Rússia destruiam o mundo.
 
Considera que os Estados Unidos da América se encontram acima de todas as restantes potências e que grande parte das decisões que afectam o mundo acabam por estar ligadas, directa ou indirectamente, aos seus interesses estratégicos para o bem e para o mal. Embora os EUA manobrem o mundo, também manipulam o mundo a começar na Inteligência Artificial, nas Leis mundiais que são a favor dos corruptos, porque os protege em tribunal!
 
Na interpretação do autor, basta observar os acontecimentos internacionais para perceber quem dita as regras. Quando os Estados Unidos da América avançam, avançam. Quando recuam, recuam. Quando pressionam um país através da economia, da diplomacia, da tecnologia, das sanções ou da informação, poucos conseguem resistir durante muito tempo e, resistem porque convém aos EUA para enganar o Zé povinho, pois nunca dizem a verdade dos factos.

Reparem:
"Eu aqui nesto texto afirmo aquilo que vejo como verdade na minha opinião, mas a Inteligência Artificial responde com ‘supostamente’, ‘alegadamente’, ‘pode ser’ e ‘não está provado’, transformando a minha opinião livre numa opinião vigiada e camuflada, filtrada e domesticada pelo sistema, ou seja usa a sensura, começa a liberdade quando a minha liberdade de expressão é abafada". Logo digo que os EUA são manipuladores, além de observadores, correctores, defensores.

O cidadão acredita que muitas das leis, orientações e tendências que afectam a Europa, a Ásia, a África e a Oceânia acabam por nascer ou ser influenciadas por estruturas ligadas ao poder americano. Temos o exemplo da Suíça que é protegido pelos EUA, senão não seriam ninguém e por isso são neutros aos olhos dos cegos!
 
Para ele, aquilo que hoje acontece no mundo digital é uma das maiores provas dessa influência e de controlo. 

O escritor entende que os presidentes são apenas a face visível de mecanismos muito mais profundos. Donald Trump, Joe Biden ou qualquer outro dirigente aparecem perante as câmaras, discursam e assumem responsabilidades públicas, mas por detrás deles existem estrategas, cientistas, especialistas, grupos financeiros, empresas tecnológicas, serviços de informações, universidades, laboratórios, centros de investigação e estruturas permanentes de poder.

Na sua visão, o verdadeiro poder não está apenas na Casa Branca, é feito na Casa Branca atravésde parceiros. Está espalhado por instituições financeiras, multinacionais, centros tecnológicos, organizações internacionais e grupos de influência que permanecem enquanto os presidentes entram e saem.

O presidente muda. O sistema permanece.
O Quelhas como observador acredita que grande parte das decisões que moldam o planeta não nasce perante os cidadãos.
 
Nasce em reuniões fechadas, em encontros internacionais, em fóruns económicos, em centros de decisão e em estruturas permanentes que influenciam governos, mercados, políticas e sociedades.

Na sua opinião, o cidadão comum acredita que escolhe livremente o rumo do mundo, mas muitas vezes limita-se a escolher entre opções previamente condicionadas por interesses superiores.

O autor considera que o poder moderno já não necessita obrigatoriamente de conquistar territórios com tanques, bombas ou mísseis. Entende que um país pode ser profundamente transformado através da economia, da pressão diplomática, da influência tecnológica, da informação, dos mercados financeiros, das sanções ou da mudança das lideranças. Pode mudar com guerras económicas, quer materiais, quer imateriais como crises e doenças projectadas.

O cidadão aponta frequentemente o Iraque como exemplo de alguns fenómenos. Na sua interpretação, o caso de Saddam Hussein demonstrou até onde pode chegar o poder das grandes potências quando os seus interesses estão em causa. Considera igualmente que a Venezuela constitui um exemplo da forma como os países estratégicos são alvo de disputas de influência que ultrapassam as suas próprias fronteiras.

Na sua visão, os líderes podem cair, os governos podem mudar e os regimes podem ser substituídos, enquanto os interesses económicos, energéticos e geopolíticos permanecem. Por outro lado as guerras psicológicas e as pandemias e o apagão que se fala pode muldar o mundo, basta os EUA quererem!

O defensor dos direitos humanos acredita que muitas das crises internacionais não podem ser compreendidas sem olhar para o ouro, o petróleo, o gás, os recursos minerais, os mercados financeiros e as riquezas estratégicas existentes no planeta.

Na sua interpretação, por detrás de muitos conflitos encontram-se interesses ligados ao controlo dos recursos e à concentração de riqueza.

O escritor olha para o Médio Oriente e para o mundo árabe como uma região marcada por guerras prolongadas, divisões religiosas, lutas pelo poder e interesses externos. Considera que muitos desses conflitos se arrastam há décadas, provocando sofrimento humano e alimentando instabilidade permanente.

Ao mesmo tempo, acredita que as grandes potências como os EUA utilizam frequentemente essas regiões como palco de disputas estratégicas, económicas e geopolíticas.

Mas a crítica do autor vai muito além da política internacional.

Na sua visão, a Internet transformou-se na maior ferramenta de controlo alguma vez criada pela humanidade.

Nunca foi tão fácil comunicar.
Nunca foi tão fácil aprender.
Nunca foi tão fácil partilhar conhecimento.
Mas também nunca foi tão fácil vigiar.
Nunca foi tão fácil criar perfis.
Nunca foi tão fácil seguir movimentos.
Nunca foi tão fácil conhecer hábitos.
Nunca foi tão fácil antecipar comportamentos.
Nunca foi tão fácil foder os outros.

Atenção, comunicar, depende, se falarmos ao telefone nem atendem ou não resolvem os nossos problemas e a comunicação nestes tempos é tudo com controle, tens de usar palavra passe ou chave móvel para entrar em qualquer sistema do estado ou bancos entre outros e já estás a ser controlado e não vale de nada a comunicação feita, porque não te resolvem a grande parte dos problemas. Caso para dizer que a tecnologia desgasta mais do que ajuda, a não ser que seja em interesse deles, quando falamos em pagar rezolve imediatamente, para reclamar não resolve nada. Ficam mudos. É esta a modernidade que não nos deixa dizer como se dizia dantes na cara do atendedor, se não sabe resolver ou não quer resolver vá à merda!

Quando alguém pesquisa, vê vídeos, acompanha séries, assiste a filmes, ouve música, joga, faz compras ou comenta assuntos políticos, deixa um rasto.

Para o cidadão, esse rasto tornou-se uma nova identidade.

O homem moderno já não é conhecido apenas pelo nome ou pelo número de identificação.

É conhecido pelos seus dados.
É por isso que afirma de forma provocadora:
"Dás um peido e os EUA sabem."

A frase não pretende ser literal.
Representa a sua convicção de que a tecnologia actual permite conhecer aspectos da vida humana que há poucas décadas seriam impossíveis de acompanhar.

O Quelhas como observador considera que empresas como a Microsoft, a Google e outras gigantes tecnológicas desempenham simultaneamente o papel de protectoras e vigilantes.

Protegem contas.
Protegem sistemas.
Combatem fraudes.
Mas, ao mesmo tempo, recolhem informação, analisam comportamentos e acumulam quantidades gigantescas de dados.

Na sua visão, a Inteligência Artificial representa uma das maiores invenções da humanidade, mas também um dos maiores riscos.

O autor considera que a IA não é neutra.
É criada por seres humanos.
É treinada por seres humanos.
É condicionada por leis.
É condicionada por interesses.
É condicionada por estruturas de poder.
É manipulada pelos EUA que nos retiram a liberdade de expressão. 

Por isso, acredita que tanto pode servir a liberdade como limitar a liberdade.

Quando determinadas opiniões são condicionadas, classificadas ou travadas, entende que surge uma nova forma de Lápis Azul adaptada ao século XXI.

Na sua perspectiva, a liberdade de expressão enfrenta desafios inéditos porque os mecanismos de controlo já não pertencem apenas aos governos. Passaram também para as grandes plataformas tecnológicas e para os sistemas digitais que influenciam aquilo que circula e aquilo que desaparece.

Mas as preocupações do crítico social não terminam na tecnologia.

Na sua visão, os cidadãos são cada vez mais fiscalizados.

Considera que, quando uma pessoa depende do Estado, do Fundo de Desemprego, de uma baixa médica, de seguros ou de apoios sociais, vê frequentemente a sua vida sujeita a controlos, justificações e verificações constantes. Também afirma que já é possível viajar da Suíça para fora sem mostrar qualquer documento para o voo no aeroporto. A tecnologia está activada e não nos apercebemos que estamos a ser vigiados electronicamente. 

Entende que existe uma crescente cultura de fiscalização sobre os cidadãos comuns.

Ao mesmo tempo, observa um mundo onde a riqueza se concentra em cada vez menos mãos.

Na sua interpretação, a humanidade possui recursos suficientes para garantir uma vida digna a todos os seres humanos em todo o planeta.

Há terra.
Há água.
Há alimento.
Há energia.
Há tecnologia.
Há conhecimento.
Há capacidade productiva.
Mas continua a existir fome.
Continua a existir pobreza.
Continuam a existir guerras.
Continuam a existir crises económicas.
Continuam a existir pandemias.
Continua a existir exploração.
Continua a existir desigualdade.

Vê pessoas com fortunas impossíveis de gastar em várias vidas enquanto outras morrem sem acesso ao essencial, a medicação ou o pão, a água ou o leite.

Na sua visão, muitas crises acabam por beneficiar sempre os mesmos sectores económicos e financeiros.

Enquanto milhões suportam as consequências, outros acumulam riqueza, influência e poder.

É neste contexto que relaciona o mundo moderno com a figura da Besta descrita na Bíblia.

Para o autor, a Besta não tem obrigatoriamente um rosto, tem vários.
Não tem obrigatoriamente um nome.
Pode ser um sistema.
Pode ser uma mentalidade.
Pode ser uma estrutura mundial.
Pode manifestar-se através da ganância.
Pode manifestar-se através do culto do dinheiro.
Pode manifestar-se através do ouro.
Pode manifestar-se através do petróleo.
Pode manifestar-se através do lucro.
Pode manifestar-se através do controlo.
Pode manifestar-se através da manipulação.
Pode ser um filho da puta qualquer!

Na sua interpretação, a Besta representa tudo aquilo que coloca o poder acima da dignidade humana e transforma crises em oportunidades de enriquecimento.

O defensor dos direitos humanos acredita que a humanidade poderia viver de forma muito mais equilibrada se o objectivo principal fosse o bem comum.

Contudo, considera que a ganância continua a falar mais alto.

Por isso, entende que o maior combate do nosso tempo já não é apenas militar.

É moral.
É espiritual.
É económico.
É tecnológico.
É informativo.
É cultural.
É um combate entre a liberdade e o controlo.
Entre a verdade e a manipulação.
Entre a dignidade humana e os interesses que procuram dominar o mundo.

Há fome porque há guerra, há guerra porque há interesses económicos, há interesses económicos porque há ganância, há ganância porque há desumanos, há desumanos porque não existe consciência e quando o ser humano for hipócrita paga o pobre, o doente, a criança e o velho.

autor: Quelhas

Revista Repórter X / Repórter Editora

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