Portugal elege um novo Presidente da República, democraticamente o povo escolheu António José Seguro

Portugal elege um novo Presidente da República, democraticamente o povo escolheu António José Seguro:



Hoje, dia 8 de Fev. 2026, realizou-se a votação decisiva das eleições presidenciais, quer na Diáspora, quer em Portugal. O acto eleitoral não está ainda formalmente concluído, porque subsistem freguesias onde a votação terá lugar mais tarde, devido à catástrofe provocada por sucessivas tempestades. Ainda assim, a decisão política está tomada. Há Presidente da República eleito para substituir Marcelo Rebelo de Sousa, e as votações que faltam já não entram na equação do resultado final.

António José Seguro é o Presidente da República de todos os portugueses. Foi escolhido pelo voto popular, num exercício democrático que deve ser respeitado com serenidade e sentido de Estado, independentemente de preferências pessoais. No seu discurso, afirma que quer mudar Portugal para melhor e que irá pressionar o Governo para que essa mudança se concretize, assumindo uma presidência interventiva, dentro dos limites constitucionais, mas atenta às expectativas do povo que o elegeu.

O candidato vencido, André Ventura, aumenta de forma muito significativa a sua votação em relação à primeira volta. Obtém um número de votos superior ao alcançado pela AD nas últimas eleições Legislativas, um dado objectivo que não pode ser ignorado. Este resultado traduz-se num reforço político do CHEGA, que segue para a oposição ao Governo, com maior base eleitoral e peso acrescido no quadro político.

O ponto crítico destas eleições não está no resultado, mas no funcionamento do sistema. Por dois motivos. Primeiro, por causa da catástrofe natural, cerca de 17 freguesias, distribuídas por 8 municípios, não votaram hoje. Cerca de 37.000 eleitores ficaram impedidos de exercer o seu direito de voto no momento em que esse direito ainda podia influenciar a decisão. A votação que ainda terá lugar existe, mas já não tem impacto real no desfecho.
 
Segundo, porque toda a esquerda, toda a direita e, sobretudo, o sistema político instalado em Portugal desde o 25 de Abril de 1974 se posicionaram contra André Ventura, com a excepção clara do voto da Diáspora, que contrariou essa lógica e marcou uma diferença política relevante.

Não está em causa a legitimidade do Presidente eleito e esperamos que não seja in-seguro perante o Governo. O que está em causa é a igualdade do processo eleitoral. Ou se vota em todo o território ao mesmo tempo, ou não se vota. O adiamento parcial criou uma desigualdade concreta entre cidadãos, transformando o voto tardio num gesto esvaziado de significado político.

Nas zonas afectadas, a realidade é simples e dura. Depois de conhecido o nome do Presidente da República, muitas pessoas já não irão votar. Não por desinteresse cívico, mas por consciência do absurdo. O voto não é um ritual administrativo nem um acto simbólico, é participação efectiva no destino comum, e essa participação perdeu força quando a decisão foi tomada sem todos.

No estrangeiro, a participação foi elevada. Onde houve tempo justo, regras claras e respeito pelo eleitor, a resposta existiu. O contraste com o que aconteceu em parte do território nacional deixa um sinal de alerta que não deve ser ignorado.

A democracia vive de regras antigas e simples, todos votam em igualdade, todos contam da mesma forma. Quando o processo falha, não falha o povo, falha o sistema. Reconhecer isso não enfraquece a democracia, antes a protege. Só assim se honra o voto, o presente e o futuro colectivo.

Há ainda um reparo necessário. Existiram reclamações de pessoas que afirmam não ter votado quando, em muitos casos, o problema resulta de desconhecimento.
 
Primeiro, é necessário saber onde se está recenseado, só depois se deve comparecer na mesa de voto. Existe forma simples de o verificar, através do site oficial do Governo, inserindo o número do cartão de cidadão.
 
Quem muda de freguesia ou emigra deve actualizar a morada de residência. Mesmo assim, ao fazer ou renovar o cartão de cidadão, o recenseamento é automático no local onde o documento é pedido, salvo declaração expressa de que não se pretende exercer o direito de voto.

Como ex. pré-candidato à Presidência da República Portuguesa, barrido pelo sistema, digo-o com clareza, o mesmo sistema que ajudou António José Seguro e afastou Gouveia e Melo, ou algo muito próximo disso. Para esse sistema, é preferível o socialismo à ditadura, mesmo quando essa escolha é apresentada como inevitável.

Reafirmo, André Ventura não é extremista, é um homem da liberdade, com coragem para dizer aquilo que outros, presos ao sistema, preferem silenciar. As Legislativas aguardam daqui a 3,5 anos e nelas muitos colocam a esperança de mudança em André Ventura a Primeiro-ministro, como figura central de um projecto que pretende transformar Portugal.

João Carlos Veloso Gonçalves



autor: Quelhas


Revista Repórter X / Repórter Editora

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