“Póvoa de Lanhoso: uma cidade não se faz por ego, faz-se pelo povo”

“Póvoa de Lanhoso: uma cidade não se faz por ego, faz-se pelo povo”


É vergonhoso quando um líder de uma Câmara Municipal não respeita a ideia de um líder de sede de freguesia por causa da cor política, quando deveriam ser isentos de partidarismos!
Além disso, foi o povo que votou nos líderes, e os líderes agora deveriam colocar o povo a decidir através de um referendo. A Póvoa de Lanhoso não pode passar a cidade só por ego. Falta muita coisa na vila para que possa ser cidade. Enquanto houver mente de galinha, só se vê um lado da moeda.

Queremos um referendo!

Há momentos em que a política se afasta do povo e se perde no brilho vazio dos títulos, esquecendo a terra que pisa e as gentes que a sustentam. É nesses momentos que não nos calamos, com firmeza e sem aparências, que uma terra não se faz cidade por decreto-lei e nem por orgulho, mas pelo que oferece, pelo que garante, pelo que respeita.
Se a Maria da Fonte cá estivesse, correria com os Cabrais do reino!

A Póvoa de Lanhoso não precisa de um nome maior, precisa de ser maior por dentro e não por fora. E antes de qualquer elevação a cidade, há fundamentos que não podem ser ignorados:

  • Infra-estruturas de saúde sólidas, com hospital público funcional e urgências dignas.
  • Rede de transportes eficaz, que ligue bem dentro e fora do concelho.
  • Emprego estável e diversificado, que fixe pessoas e crie futuro.
  • Planeamento urbano organizado, com ruas cuidadas e espaços bem pensados.
  • Educação de qualidade, acessível a todos.
  • Segurança efectiva, com presença visível da Polícia de Segurança Pública.
  • Mais vida cultural activa, que preserve identidade e tradição.
  • Serviços públicos eficientes, sem burocracia sufocante.
  • Comércio tradicional vivo, apoiado e respeitado.
  • Habitação digna e acessível.

Mas não fica por aqui, porque a realidade mostra falhas que não podem ser varridas para debaixo do tapete:

  • Parques de estacionamento suficientes e organizados.
  • Mais hotéis e capacidade de acolhimento.
  • Menos pobreza e mais justiça social.
  • Impostos mais justos, IMI, água e luz não podem continuar entre os mais caros.
  • Melhores acessos a Braga, Guimarães, Fafe, Vieira do Minho e Amares.
  • Ligações dignas dentro do concelho, sem esquecer as freguesias.
  • Infra-estruturas básicas completas, água, electricidade e estradas para todos.
  • Espaços de lazer e convívio, incluindo vida nocturna equilibrada.
  • Equipamentos como multiusos, pensados com sentido e não por vaidade.
  • Igualdade entre vila e freguesias, sem discriminação silenciosa.

Porque não adianta erguer o centro e abandonar as margens. Uma terra que esquece as suas freguesias corta as próprias raízes.
Fala-se na vila a cidade e há lugares de freguesias sem luz, sem água e sem estradas. Há velhos que não têm direito a lar da terceira idade e vivem isolados. Há crianças que fazem kms a pé para ir à escola. Uma vez que há pouco comércio tradicional nas freguesias, deveríamos ter transporte público para ir à "CIDADE" fazer as nossas compras.
E uma árvore sem raízes não cresce, por mais que lhe mudem o nome.

No fim, fica o essencial, simples e antigo como a própria justiça: o povo deve ser ouvido. Um referendo não é fraqueza, é respeito. É devolver a palavra a quem nunca a deveria ter perdido.

Uma cidade não nasce do ego, nasce do mérito. E quando esse mérito existir, não será preciso pedi-lo, ele será reconhecido.
Até lá, o caminho não é levantar o nome, é levantar a terra. Muda-se de cor política, muda-se de estratégia. Muda a ideia e muda a mente de galinha, mas uma mente que só vê um lado, o lado onde favorecem uns e discriminam outros ao invés de sermos todos unidos...!

- Aponte aqui mais coisas importantes que fazem falta à vila e à sua freguesia?!


Revista Repórter X / Repórter Editora

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