Swisscom; Fecho frio de porta, silêncio pesado de responsabilidades:
Na sequência de uma troca de correspondência com a Swisscom, chegou à Revista Repórter X uma queixa apresentada por um cidadão, contribuinte, que denuncia uma situação que permanece por resolver e que levanta sérias questões quanto à actuação da operadora.
O cenário repete-se com uma precisão inquietante.
Primeiro, um gesto mínimo, apresentado como boa vontade, a anulação de custos de cancelamento “por cortesia”. Mas a verdade, firme e antiga, é outra, não se trata de favor, mas da correcção silenciosa de um erro que não podia ser sustentado. Quando se invoca a “Kulanz”, evita-se a responsabilidade pública, mas admite-se, na prática, que houve falha.
E logo depois, levanta-se o muro.
A empresa declara, sem rodeios, que não haverá mais concessões. Recorda o pedido de novo contrato, como quem tenta fixar uma narrativa conveniente, insinuando que o cliente aceitou as condições e que tudo ficou resolvido. E, por fim, fecha a porta com frieza administrativa, pedindo que não sejam feitas mais exigências e afirmando que não haverá resposta futura.
Não é diálogo. É encerramento.
Mas esse encerramento não apaga os factos.
Permanece por explicar como um cidadão esteve mais de um mês sem serviços de internet e televisão. Permanece por justificar a cobrança de valores por serviços que nunca foram prestados.
Permanece por esclarecer a falha na entrega de equipamento essencial e a ausência de activação efectiva de um novo contrato.
Nada disto foi respondido. Nada disto foi assumido.
E como se não bastasse, junta-se a este quadro uma situação anterior, igualmente grave, relacionada com cobranças indevidas associadas ao serviço SMS Marvel, valores que, segundo a empresa, terão sido devolvidos, mas que, na realidade, nunca chegaram ao destinatário.
O padrão desenha-se com traço firme, erros sucessivos, cobranças indevidas e uma recusa persistente em assumir responsabilidade.
A Revista Repórter X surge aqui como espaço de voz para quem não a tem, dando corpo a denúncias que, de outro modo, ficariam perdidas no silêncio administrativo.
Mais uma vez, chega uma queixa que aponta para práticas que insistem, repetem-se e não recuam, mesmo perante a evidência. E, ainda assim, recorre-se a expressões como “gesto de boa vontade”, como se palavras bastassem para encobrir falhas concretas.
Mas há princípios que não envelhecem.
Quem não presta serviço, não pode cobrar. Quem erra, deve assumir. Quem responde, deve responder por inteiro.
O caso não está encerrado.
Está apenas exposto.
A Revista Repórter X não fica silenciada, porque é a voz a favor da verdade e contra a corrupção, a discriminação e o abuso de poder. A ninguém nos cala, nem pela verdade nem pela justiça social.
Revista Repórter X Editora Schweiz
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