Trabalhador contesta decisão do Departamento do Território após acidente de 2017 e aponta falhas na investigação
Trabalhador contesta decisão do Departamento do Território após acidente de 2017 e aponta falhas na investigação:
Domício R. Gomes, residente em Meyrin, apresentou uma segunda contestação formal ao Departamento do Território da República e Cantão de Genebra, na sequência do encerramento do processo administrativo relativo ao acidente de trabalho de que foi vítima em Novembro de 2017, num estaleiro situado na Route de Suisse 95, em Versoix.
A contestação, datada de 13 de Março de 2026, foi dirigida ao Serviço de Autorizações de Construção (OAC-DIC-ICC), responsável pela investigação administrativa do caso. No documento, o queixoso acusa as autoridades de não terem apurado factos essenciais e considera a decisão de encerramento uma grave injustiça.
Entre os elementos apontados, Domício R. Gomes refere a alegada destruição de provas, a ausência do responsável pelo estaleiro no momento do acidente, falhas na sinalização de segurança e a presença de materiais pesados em condições potencialmente perigosas. Refere ainda ter sofrido um desmaio no local, confirmado por colegas, bem como inconsistências relacionadas com outros intervenientes identificados no processo.
O queixoso denuncia igualmente lacunas nos relatórios iniciais elaborados durante a intervenção de emergência, defendendo que esses elementos não foram devidamente considerados na análise final conduzida pelas autoridades.
Em resposta oficial, datada de 24 de Março de 2026, o Serviço de Autorizações de Construção, através do inspetor Christophe Depierre, confirmou o encerramento do processo administrativo. Na comunicação dirigida ao queixoso, o departamento esclarece que o processo em causa diz respeito exclusivamente à investigação administrativa conduzida pelos seus serviços, não se confundindo com o processo de acidente da SUVA, enquadrado no direito privado.
A mesma resposta acrescenta que, na ausência de novos elementos, é mantida a decisão já comunicada anteriormente, em Junho de 2025, não sendo dado seguimento ao pedido de reabertura do processo.
O caso evidencia um desacordo profundo entre o queixoso e as autoridades cantonais, levantando questões sobre o rigor, a transparência e a completude das investigações em matéria de acidentes de trabalho.
Determinado em prosseguir, Domício R. Gomes afirma que continuará a procurar o esclarecimento integral dos factos e a eventual responsabilização dos intervenientes.

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