Um telhado erguido com mãos humanas, a esperança que nasce na Escola Zé Djambakus:
Os homens que ergueram a escola.
Na Ilha de Bolama, a escola ganha agora forma com um sinal concreto de avanço, um telhado erguido com esforço humano, com peditórios e com ajuda gratuita de quem decidiu não virar o rosto.
Não se trata de uma estrutura antiga esquecida ao tempo, mas de uma escola nova, levantada passo a passo, ao ritmo possível de uma realidade onde nada é fácil e tudo exige persistência. A construção foi avançando como pôde, substituindo a antiga escola ao lado, essa sim marcada pelo desgaste e pelo perigo, já incapaz de acolher os alunos com segurança.
Durante esse período, a verdade foi simples e dura. Sem janelas nem portas concluídas, e ainda sem cobertura, as aulas aconteceram como foi possível, com alunos sentados em blocos, num esforço silencioso para que o ensino não parasse, mesmo perante condições que nunca deveriam ser aceitáveis.
O telhado agora colocado representa mais do que uma etapa da obra. É a prova de que, quando há vontade, mesmo o pouco pode transformar-se em caminho. Cada gesto de ajuda, cada contributo, cada presença, tudo se somou para que este momento fosse alcançado.
Através de registos recolhidos no local, imagens e vídeos partilhados por Rogério Sampaio, foi possível dar testemunho deste avanço, discreto mas profundamente significativo.
Este é apenas o princípio de um relato mais aprofundado. Em breve, será publicada uma notícia detalhada, onde esta realidade será apresentada com a clareza e a verdade que exige.
Imagens: Rogério Sampaio
Autor Quelhas
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