CTT sob fogo de críticas após falha na entrega de encomenda na Póvoa de Lanhoso

CTT sob fogo de críticas após falha na entrega de encomenda na Póvoa de Lanhoso:



Um cidadão da Póvoa de Lanhoso manifestou forte indignação com os serviços dos CTT, após alegadamente não ter recebido em casa uma encomenda para a qual pagou entrega ao domicílio.

Segundo o relato enviado à redacção, o destinatário afirma que o distribuidor não terá efectuado a entrega nem tocado à campainha da residência, obrigando-o posteriormente a deslocar-se à Loja CTT da Póvoa de Lanhoso para levantar a encomenda.

Na resposta enviada ao reclamante, os CTT admitem não ter certeza sobre o que aconteceu durante a tentativa de entrega. A empresa apresenta várias hipóteses para justificar a situação, entre elas a existência de ruído no momento em que o distribuidor tocou à campainha, eventual avaria da mesma, engano na escolha da campainha, falta de resposta ao contacto telefónico ou outros imprevistos alheios à empresa.

Os CTT referem ainda que, quando uma entrega não pode ser concluída, a encomenda permanece disponível durante cinco dias numa Loja ou Ponto CTT. No caso concreto, a encomenda ficou disponível para levantamento na Loja CTT da Póvoa de Lanhoso.

A empresa acrescenta que tem vindo a implementar contactos telefónicos por parte dos distribuidores durante as tentativas de entrega, alegando que, neste caso, o destinatário não atendeu a chamada efectuada.

Relativamente ao pedido de compensação apresentado pelo reclamante, os CTT recusaram qualquer indemnização, invocando as Condições Gerais de Transporte de Encomendas Expresso. Segundo a empresa, não existe responsabilidade por danos indirectos ou consequenciais resultantes de atrasos, falhas de entrega ou outras ocorrências relacionadas com o transporte da mercadoria.

Insatisfeito com a resposta recebida, o cidadão considera que os serviços de distribuição se encontram em degradação e acusa os CTT de não cumprirem adequadamente a função para a qual os clientes pagam.

O caso foi igualmente apresentado através do Livro de Reclamações Electrónico. Numa comunicação posterior, os CTT informaram apenas que a reclamação se encontra em análise e que será dada uma resposta dentro dos prazos legais, com conhecimento à ANACOM.

A situação levanta novamente questões sobre a qualidade do serviço postal e das entregas ao domicílio em várias regiões do país, um tema que continua a gerar reclamações frequentes entre consumidores que esperam receber as suas encomendas na morada indicada, sem necessidade de deslocações adicionais.

Nota de rodapé: 
Para além dos problemas relacionados com tentativas de entrega falhadas, continuam a surgir relatos de consumidores que afirmam ter encomendas retidas durante longos períodos em processos alfandegários, sem que sejam entregues aos destinatários nem devolvidas aos remetentes. Estas situações levantam dúvidas e preocupações legítimas entre os cidadãos, que questionam o destino final dessas mercadorias quando desaparecem do circuito normal de entrega. Afinal, quando uma encomenda não é entregue nem devolvida, quem fica com ela?

Autor: Quelhas

Revista Repórter X / Repórter Editora

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