Rent-a-car no aeroporto de Zurique: cliente habitual contesta custos após alteração de viatura:
Um desacordo entre um cliente habitual e uma empresa de rent-a-car no aeroporto de Zurique terminou com uma compensação comercial, mas deixou em aberto diferentes interpretações sobre a informação prestada no momento do aluguer.
De acordo com a documentação analisada pela Revista Repórter X, o cliente tinha efectuado previamente uma reserva online no valor de 176,42 francos suíços.
Já ao balcão do aeroporto, foi-lhe proposta a substituição da viatura inicialmente reservada por um modelo de maior dimensão. Segundo o cliente, foi-lhe explicado que essa alteração lhe permitiria beneficiar de uma vantagem financeira de 60 francos.
O consumidor afirma que interpretou essa informação como uma redução efectiva do custo da reserva já contratada. Alega igualmente que outra pessoa presente no atendimento, fluente em alemão, compreendeu exactamente a mesma explicação.
No entanto, após a devolução da viatura, o valor final incluiu diversos encargos adicionais relacionados com a alteração do veículo, despesas aeroportuárias e outros custos associados ao aluguer.
O cliente não contesta os valores referentes ao combustível consumido nem ao seguro complementar contratado voluntariamente, considerando essas cobranças legítimas. O desacordo centra-se exclusivamente na forma como lhe foi apresentada a proposta de substituição da viatura.
Na reclamação dirigida à empresa, sustenta que nunca teria aceite a alteração se lhe tivesse sido explicado de forma clara que a factura final poderia ser superior àquela que resultaria da reserva inicialmente efectuada através da Internet.
A empresa respondeu rejeitando qualquer prática incorrecta.
O responsável da estação afirmou que o colaborador envolvido possui vários anos de experiência e que nunca tinha sido alvo de reclamações semelhantes relacionadas com preços ou informações prestadas aos clientes.
A empresa recorda igualmente que os custos suplementares constavam do contrato assinado no acto do levantamento da viatura, entendendo por isso que o cliente tinha conhecimento dos valores aplicáveis.
Segundo a posição da empresa, tudo indica que ocorreu um mal-entendido relativamente à interpretação da proposta apresentada ao balcão.
O cliente, por sua vez, não aceita essa explicação.
Embora reconheça ter assinado o contrato, afirma que o fez confiando nas explicações verbais recebidas naquele momento e no histórico de confiança construído ao longo de anos de utilização dos serviços da empresa, sem incidentes anteriores.
Na sua resposta, refere ainda que considerou plausível a existência de uma campanha promocional ou de uma acção comercial destinada a disponibilizar uma viatura superior em condições mais vantajosas, situação comum em vários sectores de actividade.
Apesar das divergências, ambas as partes mantiveram um tom respeitoso ao longo da troca de correspondência.
A empresa recusou alterar o contrato já celebrado, mas apresentou uma proposta de compensação no valor de 150 francos suíços para uma futura reserva.
O cliente decidiu aceitar essa solução, considerando-a um sinal de boa vontade e uma tentativa de preservar uma relação comercial construída ao longo do tempo.
Ainda assim, manteve a convicção de que o verdadeiro problema não reside no contrato assinado, mas sim na diferença entre aquilo que afirma ter-lhe sido explicado verbalmente e aquilo que acabou por ser efectivamente facturado.
O caso constitui mais um exemplo de como uma comunicação pouco clara durante a contratação de serviços pode dar origem a interpretações diferentes, conflitos desnecessários e perda de confiança entre empresas e consumidores.
Autor: Quelhas
Revista Repórter X / Repórter Editora

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