Salt dá razão e retira taxa de mora, mas cliente contesta falhas de facturação e serviço

Salt dá razão e retira taxa de mora, mas cliente contesta falhas de facturação e serviço:




Um cliente da operadora Salt residente na Suíça contesta a forma como foram emitidas e comunicadas várias facturas relativas aos serviços móveis e de internet doméstica, alegando não ter recebido a documentação necessária para efectuar os pagamentos dentro dos prazos estabelecidos.

Segundo a troca de correspondência analisada pela Revista Repórter X, a Salt reconheceu a situação e decidiu anular, a título de cortesia, uma taxa de mora de 30 francos suíços que iria ser aplicada devido ao alegado atraso no pagamento de facturas.

A empresa afirma que as facturas foram enviadas por correio electrónico e disponibilizadas na plataforma de cliente, indicando que os serviços móveis ficaram activos a 9 de Abril de 2026 e que os pagamentos de Abril deveriam ter sido efectuados até 28 de Abril. A operadora refere ainda que enviou uma mensagem SMS de aviso antes da emissão da notificação de mora.

No entanto, o cliente rejeita esta versão dos acontecimentos. Afirma nunca ter recebido a factura de CHF 51.05, nem por correio, nem por correio electrónico, nem sequer na pasta de spam. Sustenta igualmente que, quando solicitou a factura ao serviço de apoio ao cliente, recebeu apenas um link de pagamento que não funcionava.

Segundo o relato, após novo contacto com a operadora foi-lhe garantido que a factura seria enviada pelo correio, algo que, afirma, nunca aconteceu. Apenas depois de lhe ter sido fornecido o IBAN da empresa conseguiu efectuar o pagamento da quantia em dívida.

Outro dos pontos de discórdia prende-se com o serviço Salt Home. O cliente alega que a ligação de internet e televisão da habitação não funcionou correctamente desde a instalação e que apenas ficou operacional após um telefonema para o apoio técnico.

Apesar disso, esclarece que continuou a ter acesso à internet no computador e aos serviços de televisão através de uma solução alternativa. Para conseguir utilizar esses serviços, ligou o computador e os equipamentos domésticos ao Wi-Fi partilhado pelo seu telemóvel, usando os dados móveis da rede móvel. Segundo afirma, sem essa solução não teria conseguido utilizar normalmente os serviços digitais em casa.

O cliente sustenta, por isso, que não beneficiou do serviço Salt Home nas condições contratadas durante esse período e defende que os valores referentes à internet e televisão não deveriam ser cobrados até ao momento em que o serviço foi efectivamente activado e colocado a funcionar de forma correcta.

A Salt informou ainda que, a pedido do cliente, todas as futuras facturas serão enviadas por correio postal, tanto para os serviços móveis como para os serviços de internet e televisão doméstica.

O caso levanta uma questão cada vez mais frequente entre consumidores e empresas de telecomunicações: até que ponto pode ser exigido o pagamento atempado de uma factura quando o cliente sustenta nunca a ter recebido o documento, e quem assume a responsabilidade quando os canais de comunicação falham?

A situação permanece em aberto quanto ao eventual acerto dos valores relacionados com o período em que o serviço de internet e televisão alegadamente não funcionou de forma adequada. O cliente afirma aguardar uma solução justa, transparente e devidamente fundamentada.

Autor: Quelhas

Revista Repórter X / Repórter Editora

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