Caso do Deputado: Apanha-se mais depressa um mentiroso do que um coxo

Caso do Deputado: Apanha-se mais depressa um mentiroso do que um coxo

O Deputado José Dias Fernandes, elementos da Juventude do Chega e do Movimento dos Cravos Negros negaram a sua presença em Payerne. Contudo, a fotografia agora divulgada mostra o Deputado no local, no Sábado, acompanhado pelo presidente daquela colectividade e por outras pessoas ligadas ao encontro.

A questão nunca foi a ausência do Deputado no Domingo. Qualquer pessoa pode alterar a sua agenda ou decidir não comparecer. O que não se aceita é a falta de verdade e a ausência de uma informação clara e definitiva.

O Deputado deveria ter comunicado que não estaria presente no Domingo. Caso essa informação tivesse sido transmitida atempadamente, o activista Afonso Gonçalves não se teria deslocado de Lisboa à Suíça para falar com ele, com os cidadãos lesados pela SUVA e com as mães que denunciam problemas relacionados com a KESB.

A fotografia confirma, porém, que José Dias Fernandes esteve em Payerne no Sábado. Além disso, existe um videoclipe com a voz de José Dias Fernandes a dizer aos lesados e às mães para não acompanharem João Carlos Quelhas e Afonso Gonçalves. Por isso, negar simplesmente a sua presença naquele local é contrariar os factos.

Mas o Jornal Bom Dia insiste em não publicar a nossa versão e não está a ser um jornal isento, mas sim parcial para o lado que lhe interessa.

Também a Juventude do Chega deve explicar por que motivo procurou negar aquilo que uma imagem demonstra. As fotografias não substituem toda a verdade, mas impedem que se apague uma presença que realmente aconteceu.

A ruptura de João Carlos Quelhas e da Revista Repórter X com o Deputado e com os responsáveis partidários envolvidos não nasceu apenas de uma falta num encontro. Nasceu das versões contraditórias, da ausência de transparência, da tentativa de afastar lesados e mães da revista e da falta de respeito por pessoas que se deslocaram de boa-fé para serem ouvidas.

Afonso Gonçalves foi convidado para escutar cidadãos e conhecer os seus problemas. José Dias Fernandes sabia que esse encontro estava previsto. Se já tinha decidido não estar presente no Domingo, deveria tê-lo dito claramente, mas tanto o Deputado como José Abreu andaram a mastigar o assunto.

Na vida pública, mudar de planos é legítimo. Mentir sobre os factos não é.

Há tempos que o Deputado tem metido os pés pelas mãos. Iludiu Quelhas, dizendo-lhe que poderia ser uma escolha do Chega para Presidente da República Portuguesa. Deu-lhe a possibilidade de se inscrever como delegado do Chega no Consulado-Geral de Portugal em Zurique, para o qual arranjei dez elementos para o acompanharem nas eleições. Depois, nenhum deles fez falta e fiquei mal perante as pessoas que confiaram em mim e me entregaram toda a documentação necessária para o efeito.

Foi Quelhas quem apresentou a segunda candidata às eleições para eleger os Deputados pelo círculo da Europa. Surgiu Edite Teixeira, apresentada a André Ventura, mas nada fizeram para que ela pudesse ficar com o segundo lugar, nas eleições que José Dias Fernandes venceu.

Está a usar o nome dos Cravos Negros à sombra da bananeira e nas costas do Chega, usando José Abreu, que, tal como eu, é delegado e presidente da Juventude do Chega em Zurique.

Diz que Quelhas o colocou debaixo de fogo por causa do problema das crianças e da KESB e que nunca quis saber dos lesados.

Aquando da vinda do activista Afonso Gonçalves, disse, através do WhatsApp, que André Ventura e o Grupo Parlamentar do Chega estavam a pressioná-lo.

Há aqui situações que serviram para se livrar, não de Quelhas, mas dos problemas das mães e da KESB, dos problemas com o Cônsul e o Embaixador, com o Adido Social, com o Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, com o Ministro dos Negócios Estrangeiros, com o Conselho das Comunidades Portuguesas, com o Governo e com o Presidente da República.

A verdade pode ser escondida durante algum tempo, mas acaba sempre por encontrar uma janela aberta. Neste caso, encontraram-se uma fotografia, alguns escritos e um videoclipe.

Além disso, tenho recebido muitos telefonemas. Vou falar de dois casos, um proveniente do Reino Unido e outro de Paris. A queixa ou o problema foi, factualmente, igual ao da Repórter X: enquanto serviu, foi usada; quando deixou de interessar, foi posta de lado.

A ruptura com o Chega vem na sequência de textos encomendados, com ataques ao próprio Chega, para serem publicados na Repórter X. O mesmo aconteceu em relação aos jornais Bom Dia e LusoJornal. Depois, José Dias Fernandes diz que não autorizou a utilização do seu nome. Nalguns artigos, pediu que fossem publicados anonimamente.

A ruptura vem também da ideia de que pretende criar um novo partido, designado «Partido dos Imigrantes».

Pretende ainda reunir-se com empresários como ele para criarem um banco, com o objectivo de os emigrantes não enviarem o dinheiro para Portugal e de esse dinheiro permanecer na Suíça, em França e no Luxemburgo.

O Deputado utiliza ainda o nome da Academia do Bacalhau para convívios do Chega.

Nota.

Aquilo que afirmo está demonstrado neste texto original, no qual os responsáveis são José Abreu e José Dias Fernandes. A imagem não mente.

«A Juventude Chega da Suíça convida-vos para um dia muito especial de homenagem a todos os nossos emigrantes e expatriados, aqueles que fizeram a mala, enfrentaram a saudade e lutam por um futuro melhor.

Será um momento de reconhecimento, união e gratidão por todos os que, longe da sua pátria, nunca deixaram de honrar Portugal.

Para muitos, emigrar foi mais do que partir. Foi deixar para trás a família, a terra e as raízes, levando consigo apenas a coragem, a esperança e Portugal no coração.

Para efectuar a reserva: 076 230 71 09, de preferência através do WhatsApp. Lugares limitados.

Programa.

8 de Agosto de 2026.

Missa campal, às 11h00.

Largo das Neves, 4905-649.

Festa do Emigrante, às 13h00.

Actuação do cantor Carlos Pires, às 19h00.

Quinta da Malafaia.»



Revista Repórter X / Repórter Editora




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