OS INDEPENDENTES, QUEM SÃO, AO QUE VÊM E O QUE PRETENDEM PARA A PÓVOA DE LANHOSO?

OS INDEPENDENTES, QUEM SÃO, AO QUE VÊM E O QUE PRETENDEM PARA A PÓVOA DE LANHOSO?



Grupo os independentes
O movimento Os Independentes começou por se afirmar através das redes sociais, sobretudo pela crítica política, pela denúncia de situações locais e pela contestação à forma como a Póvoa de Lanhoso tem sido governada.
Até ao momento, a comunicação do movimento tem incidido mais na crítica do que na apresentação detalhada de um programa eleitoral. Criticar faz falta numa democracia, mas não chega. Quem critica também deve explicar o que pretende fazer, como pretende fazer e com quem pretende fazer.
A primeira questão é simples: quem são Os Independentes?
Durante bastante tempo, o movimento falou como grupo, mas sem apresentar claramente as pessoas que estão à frente do projecto. Mais recentemente, José Carlos deu a cara publicamente, surgindo como o primeiro rosto conhecido deste movimento. Esse passo é importante, mas não chega para esclarecer tudo.
Os cidadãos têm o direito de saber quem lidera este projecto, quem toma decisões, quem escreve, quem responde, quem assume responsabilidades e quem fala em nome do grupo. O candidato principal poderá ser conhecido mais próximo das eleições, mas o núcleo que está por detrás do movimento deve ser conhecido desde já.
Na opinião pública existem suspeitas e comentários sobre outros possíveis nomes ligados ao projecto, entre eles J. Abílio, Agostinho, Nascimento e Firmino. Estes nomes devem ser tratados como potenciais ligações ou suspeitas políticas, enquanto não houver confirmação pública e oficial do próprio movimento ou dos próprios visados.
A Revista Repórter X colocou perguntas ao movimento, mas as respostas não chegaram de forma clara. Depois dessas perguntas, surgiu publicamente uma primeira cara, José Carlos. Não se pode afirmar que uma coisa tenha provocado a outra, mas a sequência existe e deve ser registada.
O movimento fala em mudança, transparência e proximidade aos cidadãos. São palavras fortes, mas precisam de conteúdo. A Póvoa de Lanhoso não precisa apenas de críticas, precisa de projectos, compromissos, rostos, coragem e responsabilidade.
Uma das promessas mais marcantes atribuídas ao grupo Os Independentes é a seguinte: «Se vencermos as eleições, de 2029 a 2033 a Póvoa de Lanhoso deixará de ser o "caixote do lixo" do distrito de Braga para ser um dos concelhos mais modernos. Nós vamos concretizar, até 2033, o que todos os partidos juntos nem em 2050 conseguiriam concretizar.»
É uma afirmação muito ambiciosa. Pode entusiasmar uns e levantar dúvidas a outros. Mas uma promessa desta dimensão exige explicação. Que obras serão feitas? Que prioridades existem? Que dinheiro será necessário? Que apoios serão procurados? Que sectores serão transformados? Que medidas concretas farão da Póvoa de Lanhoso um dos concelhos mais modernos?
Outra posição já assumida pelo movimento é a oposição à elevação da Póvoa de Lanhoso de vila a cidade. Os Independentes defendem o "Não" a essa alteração, entendendo que a prioridade deve estar na resolução dos problemas reais do concelho e não na mudança de designação administrativa. Esta é uma posição política que também deverá ser explicada com maior detalhe, para que os cidadãos compreendam os fundamentos desta opção e as alternativas que o movimento propõe.
Também surge uma posição relevante sobre a via circular urbana. Segundo a convicção apresentada pelos Independentes, esta deve ser tratada por outro lado, pelo lado esquerdo, por forma a evitar a passagem por campos de regadio, zonas verdes, áreas agrícolas e terrenos com maior valor produtivo. A ideia defendida é que o traçado por zona mais florestal poderá causar menos prejuízos à população, à agricultura e ao território.
Esta posição merece análise, porque toca num ponto sensível: o equilíbrio entre desenvolvimento, mobilidade, ambiente, agricultura e propriedade privada. Uma via circular urbana pode ser necessária, mas o seu traçado deve ser discutido com seriedade, ouvindo proprietários, agricultores, técnicos e população.
Vou convencer os Independentes a colocar na promessa; um "Complexo turístico aquático" envolvente à barragem das Andorinhas...
Posto isto, Os Independentes têm pela frente uma responsabilidade clara. Devem dar a cara, identificar quem está no projecto, apresentar propostas concretas e explicar como pretendem cumprir aquilo que prometem.
A crítica é necessária, mas a acção é indispensável. Apontar o dedo ao passado pode abrir caminho, mas só um projecto claro, assumido e explicado poderá convencer os povoenses de que existe uma alternativa séria para o futuro da Póvoa de Lanhoso.

Revista Repórter X / Repórter Editora

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