Bülach acorda coberta por um tapete verde depois da violenta saraivada:

Categoria: Sociedade, Ambiente e Actualidade

Autor: João Carlos Quelhas



Um dia depois da violenta saraivada que atingiu Bülach, a cidade continua a mostrar as marcas deixadas pela tempestade.

A cidade recupera agora de um temporal que, no dia anterior, deixou um cenário de caos, janelas e persianas partidas, automóveis amolgados e picotados pela saraiva, vidros destruídos, árvores e grandes ramos quebrados e vegetação devastada. Durante o período de mau tempo foram também registados acidentes de automóvel nas estradas, com veículos imobilizados, embora não seja possível atribuir directamente esses acidentes à saraivada sem confirmação das respectivas circunstâncias.

Em poucos minutos, pedras de gelo de dimensão invulgar deixaram prejuízos visíveis por diferentes pontos da cidade.

Neste Sábado, ao percorrer diferentes ruas de Bülach, a Revista Repórter X encontrou passeios transformados em autênticos tapetes de folhas e pequenos ramos arrancados pela força do temporal.

E o cenário repete-se por todo o lado. Passeios, zonas de estacionamento e partes das estradas continuam cobertos por folhas, pequenos ramos e restos de vegetação arrancados pela saraivada. Em alguns pontos, o verde espalhado pelo chão é tão abundante que parece formar autênticos tapetes naturais.

A imagem faz lembrar, curiosamente, a Páscoa, quando as pessoas enfeitam as suas casas com flores, folhas e outros elementos verdes. Aqui, porém, não houve mãos a preparar a decoração. Foi a natureza que espalhou o verde pelo chão, de forma violenta e desordenada.

Depois das pedras de saraiva, algumas com dimensão comparável à de pequenos ovos de galinha, chega agora o tempo da limpeza.

E trabalho não falta.

Por toda a cidade encontram-se pessoas a limpar. Umas trabalham de vassoura e pá na mão, outras utilizam sopradores de folhas, máquinas que, ao contrário dos aspiradores, projectam ar para empurrar e juntar as folhas e os restos de vegetação espalhados pelo chão.

O ruído destas máquinas faz-se ouvir em diferentes pontos de Bülach. Há muito para recolher e muito para cortar.

Também se ouvem e vêem motosserras em funcionamento. A violência da saraivada não se limitou a arrancar folhas ou a partir pequenos ramos. Ramos de maior dimensão e partes de árvores foram igualmente atingidos, obrigando agora ao uso de motosserras para cortar e retirar aquilo que ficou partido ou danificado.

As sebes, formadas por arbustos e plantas que crescem juntos e são aparados para criar uma espécie de muro verde entre propriedades, também foram fortemente atingidas. Folhas e ramos foram arrancados ou partidos pela saraivada e, em vários locais, é agora necessário cortar, aparar e recuperar aquilo que ficou danificado.

Jardins e espaços exteriores exigem igualmente atenção. O que ontem foi destruição provocada em poucos minutos transforma-se hoje em muitas horas de trabalho para moradores, proprietários e trabalhadores responsáveis pela limpeza e manutenção dos espaços.

A fotografia captada hoje pela Revista Repórter X retrata bem o cenário. Entre automóveis estacionados, o pavimento aparece coberto por uma extensa camada de folhas verdes, pequenos ramos e fragmentos de vegetação. Os restos estendem-se pelo passeio, pelo estacionamento e chegam à estrada, testemunhando a quantidade de matéria vegetal arrancada durante a tempestade.

Ao sol do dia seguinte, a imagem até pode parecer bonita, quase como se alguém tivesse espalhado propositadamente aquele verde pelo chão. Mas não se trata de qualquer ornamentação.

É o rasto deixado pela tempestade.

E enquanto as vassouras varrem, os sopradores empurram montes de folhas, as pás recolhem os restos e as motosserras cortam os ramos e partes de árvores danificadas, Bülach começa, pouco a pouco, a levantar-se da violenta saraivada.

Revista Repórter X / Repórter Editora

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