Projecto: Escola de Artes Equestres para preservar, valorizar e transmitir a tradição equestre, promovendo o ensino, a formação, o património, a cultura, o turismo e o desenvolvimento local.
A advogada suíça Véronique Fontana esteve no centro de um processo judicial em Lausanne, onde foi acusada de ter lesado clientes. O Ministério Público requereu uma pena de oito meses de prisão, com pena suspensa, por alegados crimes de tentativa de extorsão, burla e falsificação de documentos, sustentando que a advogada abusou da confiança de clientes. Caso a condenação se confirme, poderá igualmente enfrentar consequências disciplinares na Ordem dos Advogados.
A divulgação deste caso levou Sérgio Manuel de Sousa Ricardo a recordar a sua própria experiência com a mesma advogada, que pretende relatar no livro «Les histoires de ma vie, Du paradis à l’enfer».
Segundo Sérgio, também ele confiou em Véronique Fontana para o representar judicialmente, pagando honorários em numerário e através de vale postal. Afirma, porém, que nunca recebeu a defesa que esperava, considerando que o seu processo acabou por não ter qualquer acompanhamento efectivo e que se sentiu completamente abandonado.
Este episódio, explica, representa apenas uma parte de uma história muito mais vasta. Cavaleiro profissional, afirma que viu a sua vida desmoronar-se na Suíça, onde perdeu a convivência com a filha e enfrentou vários processos judiciais que, na sua perspectiva, alteraram por completo o rumo da sua vida.
Segundo o seu relato, o senhorio entrava na sua habitação sem autorização, acedia ao seu computador e tirava fotografias juntamente com a sua filha e a então companheira. Afirma ainda que apresentou queixa às autoridades sobre esses acontecimentos, mas sustenta que, em vez de ser ouvido como denunciante, acabou por ser ele próprio detido para responder no âmbito do processo.
Sérgio considera que algumas pessoas em quem depositou confiança para o defender, incluindo profissionais a quem recorreu durante os processos judiciais, acabaram por não proteger os seus interesses, agravando, na sua perspectiva, uma situação que já era extremamente difícil.
Segundo afirma, todas estas circunstâncias conduziram à perda da filha, da estabilidade familiar, da dignidade, da felicidade, de grande parte do património e até das medalhas conquistadas ao longo de uma carreira dedicada à equitação, da qual guarda recordações de inúmeros êxitos desportivos.
O mesmo aconteceu no filme da Cruz Vermelha, «Le Rouge sur la Croix». Fui chamado para substituir uma equipa que não conseguiu executar o trabalho previsto e desempenhei funções de coordenador equestre. Apesar da responsabilidade assumida e do trabalho realizado, o meu nome também não apareceu nos créditos.
Situações como estas repetiram-se várias vezes ao longo da minha vida na Suíça. Dei o meu melhor, assumi responsabilidades quando outros falharam e contribuí para o sucesso de diversos projectos, mas, em muitas ocasiões, o reconhecimento ficou para outros.
Depois de abandonar a Suíça, regressou a Portugal e estabeleceu-se em Salvaterra de Magos, onde decidiu investir todas as suas poupanças num terreno e num projecto de cavalaria, procurando reconstruir a sua vida. Contudo, afirma que esse projecto continua sem o apoio institucional que esperava e receia perder também esse investimento, encontrando-se actualmente em grandes dificuldades económicas.
Mesmo depois de regressar a Portugal, afirma que voltou a viver situações semelhantes. Em Salvaterra de Magos, refere que o seu nome não foi incluído nas comemorações do centenário da Praça de Toiros de Salvaterra de Magos, promovidas pela Câmara Municipal. Segundo o seu testemunho, também o Clube Taurino se esqueceu de o mencionar no livro dedicado aos Forcados Amadores de Salvaterra de Magos, apesar da sua ligação e do trabalho que desenvolveu.
Ao longo da minha vida enfrentei igualmente graves perseguições. Em vários casos, a Justiça veio a condenar pessoas pelos actos praticados contra mim. Continuo convencido de que muitos dos sofrimentos e prejuízos que suportei tiveram origem na inveja e em acções concertadas para me prejudicar.
O autor sustenta ainda que as decisões tomadas na Suíça continuam a produzir efeitos na sua vida em Portugal, em consequência da comunicação entre as autoridades dos dois países, situação que, segundo afirma, continua a dificultar a concretização dos seus projectos e a recuperação da estabilidade que procura há vários anos.
Para Sérgio, o processo envolvendo Véronique Fontana faz recordar um período que considera determinante na destruição da sua vida. Embora a sua situação não faça parte do processo julgado em Lausanne, entende que os factos agora apreciados pela Justiça lhe trazem à memória acontecimentos que, segundo afirma, nunca chegaram a ser devidamente esclarecidos.
No livro «Les histoires de ma vie, Du paradis à l’enfer», o autor promete relatar, com documentos, testemunhos e a sua versão dos acontecimentos, os episódios que marcaram o seu percurso, envolvendo advogados, juízes, senadores, presidentes, veterinários e outras pessoas que se cruzaram na sua vida, deixando aos leitores a possibilidade de retirarem as suas próprias conclusões.
Hoje, olhando para trás, posso dizer que a minha maior recompensa nunca foram medalhas nem homenagens. A minha maior recompensa foi saber que cumpri o meu dever, permaneci fiel aos meus princípios e nunca deixei que as dificuldades destruíssem a pessoa que sempre procurei ser.
Revista Repórter X.
Sérgio Manuel de Sousa Ricardo
Revista Repórter X / Repórter Editora

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