Obras cortam percurso pedonal entre Glasi e o centro de Bülach e obrigam peões a procurar alternativas
Obras cortam percurso pedonal entre Glasi e o centro de Bülach e obrigam peões a procurar alternativas:
Autor: João Carlos Quelhas
As obras que decorrem numa das ligações entre Glasi e o centro de Bülach estão a criar dificuldades à circulação de peões, sobretudo para quem transporta crianças em carrinhos de bebé, utiliza cadeira de rodas ou tem outras dificuldades de mobilidade.
Glasi faz parte de Bülach, pelo que, ao longo deste texto, as referências a Glasi e ao centro de Bülach servem apenas para identificar os dois pontos do percurso.
Fiz este trajecto com um carrinho de bebé e pude constatar pessoalmente a situação.
Para quem segue do centro de Bülach em direcção a Glasi, a sinalização começa por estar bem colocada. Existe indicação de obras e os automobilistas são avisados antecipadamente, podendo reduzir a velocidade e ter maior atenção.
Também para os peões existe um desvio devidamente assinalado. A determinada altura, enquanto a faixa destinada às bicicletas continua em frente, os peões são encaminhados para a direita. Foi precisamente esse percurso que seguimos, eu com o carrinho de bebé, uma pessoa em cadeira de rodas e dois menores que circulavam de trotinete.
O problema aparece depois.
Ao virar à direita, encontramos novas obras na estrada, enquanto do outro lado decorrem trabalhos relacionados com a construção de uma nova escola para aquela região. O espaço disponível para os peões torna-se bastante apertado, com barreiras, trabalhos e máquinas nas proximidades.
É possível passar, mas passa-se com dificuldade.
No sentido contrário encontrei uma senhora com um carrinho de bebé de dois lugares que quase não conseguia passar naquele espaço. Se já é apertado para um peão, torna-se ainda mais complicado para quem transporta uma criança, utiliza uma cadeira de rodas ou necessita de mais espaço para circular.
Mas existe outro problema ainda mais evidente para quem faz o percurso no sentido de Glasi para o centro de Bülach.
Quem vem de Glasi percorre cerca de 200 metros e chega à zona das obras sem ter sido avisado anteriormente, nomeadamente junto aos semáforos, de que o percurso pedonal que antes permitia a passagem deixou de ter continuidade.
As pessoas sabem que existem obras naquela zona, mas até agora era possível passar. Se essa situação mudou, deveria existir sinalização antes de alguém percorrer aqueles cerca de 200 metros para só então descobrir que não pode continuar normalmente.
Quando se chega ao local, o passeio deixa de oferecer continuidade por causa das obras.
Nesse momento restam poucas opções, voltar para trás e procurar outro percurso ou avançar por um espaço que não foi concebido para os peões. Foi o que acabei por fazer, aproveitando uma pausa na circulação automóvel provocada pelos semáforos e passando rapidamente pela zona destinada às bicicletas até alcançar o outro lado.
Com um bebé no carrinho, não é uma decisão que se tome sem preocupação.
A configuração da estrada naquele ponto também não ajuda. A via afunila, existe uma zona onde o autocarro pára e os veículos fazem uma espécie de meia rotunda, tornando ainda mais delicada a passagem de alguém que não deveria estar naquele espaço.
Existe uma alternativa para quem pretende seguir de Glasi para o centro de Bülach, através do percurso junto à linha férrea, mas também aí decorrem actualmente as obras da ponte destinada aos peões e aos veículos não motorizados.
E a alternativa torna-se ainda menos prática para quem pretende seguir para a zona do hospital, apanhar o comboio ou utilizar o autocarro. Existem escadas e, para quem não as pode utilizar, o percurso a pé obriga a andar bastante mais, recuar e procurar outro acesso.
Com o calor destes dias, não é propriamente convidativo fazer um percurso maior empurrando um carrinho de bebé. Se estiver a chover, a situação também não será melhor.
É precisamente por existirem actualmente várias obras e condicionamentos naquela zona que a sinalização ganha ainda maior importância.
Uma indicação clara colocada em Glasi permitiria avisar antecipadamente os peões de que aquele trajecto está interrompido e encaminhá-los por Regards, fazendo-os chegar ao ponto onde já existe a sinalética que indica a viragem à direita. Seria um percurso alternativo mais claro, em vez de deixar as pessoas avançarem cerca de 200 metros para depois descobrirem que já não podem continuar pelo passeio.
Não se trata apenas de uma questão para pessoas em cadeira de rodas ou para pais e avós com carrinhos de bebé. Um peão comum encontra exactamente o mesmo problema, chega ao fim do passeio e não pode continuar normalmente.
As obras são necessárias, tanto as realizadas na estrada como a construção da nova escola e os trabalhos na ponte pedonal, mas uma obra não pode esquecer quem anda a pé.
Se num dos sentidos existe sinalização antecipada, no outro deveria existir o mesmo cuidado. Uma indicação colocada no ponto certo pode parecer um pequeno pormenor, mas para quem empurra um carrinho de bebé, circula numa cadeira de rodas, pretende chegar ao hospital, apanhar um comboio ou um autocarro, pode fazer toda a diferença entre escolher antecipadamente um percurso adequado ou chegar a um ponto onde já não existe caminho.
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