Mãe brasileira procura dois filhos adoptados e pede ajuda para que a sua mensagem lhes possa chegar:
Categoria: Sociedade / Direitos Humanos / Comunidades
Autor: João Carlos Quelhas
O que está em causa nesta história deve ser explicado desde o princípio com absoluta clareza.
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Márcia Bandeira dos Santos, brasileira, actualmente residente em Serra, procura os seus dois filhos, Murilo Bandeira dos Santos e Rafael Henrique Bandeira dos Santos, ambos nascidos em Ilhéus, no Estado da Bahia, Brasil.
Os dois irmãos foram posteriormente adoptados e são hoje homens adultos.
Márcia não pretende contestar a adopção, retirar qualquer direito aos pais adoptivos, invadir a vida dos filhos ou obrigá-los a estabelecer contacto consigo.
Pretende uma coisa muito mais simples: descobrir onde estão actualmente Murilo e Rafael e conseguir fazer-lhes chegar a informação de que a mãe biológica os procura, deseja falar com eles e quer ter a oportunidade de lhes contar a sua própria versão da história que levou à separação.
Depois disso, serão Murilo e Rafael a decidir.
Poderão querer ouvir a mãe. Poderão não querer. Poderão desejar falar por telefone ou através de uma videochamada, encontrar-se pessoalmente, viajar um dia até ao Brasil ou, eventualmente, convidar a mãe a deslocar-se ao país onde residam.
Essa decisão pertence exclusivamente aos dois filhos.
Mas para poderem decidir, primeiro terão de saber que a mãe os procura.
Márcia quer que os filhos conheçam também a sua versão.
Não sabemos o que Murilo e Rafael conhecem sobre os acontecimentos que antecederam a adopção.
Não sabemos o que lhes foi contado pelas instituições, pelos pais adoptivos ou por outras pessoas ao longo dos anos.
Também não podemos afirmar que aquilo que eventualmente lhes foi transmitido esteja certo ou errado.
O que Márcia pretende é que os filhos tenham oportunidade de ouvir igualmente aquilo que ela tem para contar.
Agora que são adultos, caberá a eles escutar, confrontar as diferentes versões e formar a sua própria opinião sobre o passado.
Os documentos mostram uma parte da história.
A Revista Repórter X teve acesso a documentos do registo civil brasileiro relacionados com os dois irmãos.
Neles, Márcia Bandeira dos Santos surge identificada como mãe de Murilo e Rafael Henrique.
Murilo Bandeira dos Santos nasceu em 27 de Maio de 2005, em Ilhéus, Bahia.
Rafael Henrique Bandeira dos Santos nasceu em 4 de Junho de 2007, igualmente em Ilhéus.
Nas certidões encontram-se averbações relativas à destituição do poder familiar da mãe, por decisão judicial.
Os documentos fazem referência a uma decisão datada de 20 de Março de 2014.
No caso de Murilo, existe ainda uma averbação posterior relacionada com o cancelamento do seu anterior registo de nascimento, determinado judicialmente em 2015.
Estes documentos confirmam parte do percurso judicial da família, mas não contam toda a história nem permitem, por si sós, saber onde estão actualmente os dois irmãos.
Uma pista aponta para Itália.
Ao longo da procura, Márcia afirma ter recebido informações segundo as quais os filhos terão sido adoptados por pessoas identificadas como Silvia Manganelli Sicale e Alessandro Gervasi.
Foi-lhe igualmente transmitida uma referência geográfica relacionada com Arezzo, em Itália.
É importante deixar isto absolutamente claro: Márcia não possui uma localização actual confirmada dos filhos.
A informação que recebeu aponta para Itália, mas não permite afirmar que Murilo e Rafael continuem hoje naquela região, naquela localidade ou sequer naquele país.
Passaram vários anos.
Podem ter mudado de cidade, de região ou de país.
Podem continuar em Itália, mas também poderão actualmente viver em Portugal, na Suíça, no Brasil ou em qualquer outro lugar.
É precisamente por isso que esta notícia é publicada.
Uma informação pequena pode chegar à pessoa certa.
Há milhões de brasileiros e portugueses espalhados pelo mundo.
Pode existir alguém que viva próximo desta família.
Pode haver um antigo colega de escola, um vizinho, um colega de trabalho, um amigo, um conhecido, alguém ligado ao desporto ou simplesmente uma pessoa que reconheça os nomes.
Às vezes, uma história chega ao outro lado do mundo porque alguém reconheceu uma fotografia, um nome, uma data de nascimento ou uma família.
É essa possibilidade que a Repórter X procura abrir.
Os elementos conhecidos são estes:
Murilo Bandeira dos Santos, nascido em Ilhéus, Bahia, em 27 de Maio de 2005.
Rafael Henrique Bandeira dos Santos, nascido em Ilhéus, Bahia, em 4 de Junho de 2007.
A mãe biológica é Márcia Bandeira dos Santos.
Segundo as informações transmitidas a Márcia, poderão ter passado a estar ligados ao apelido Gervasi.
Os nomes que lhe foram apresentados como sendo dos pais adoptivos são Silvia Manganelli Sicale e Alessandro Gervasi.
A referência geográfica que lhe foi transmitida aponta para a zona de Arezzo, em Itália.
Estes elementos são publicados como pistas fornecidas à mãe, não como confirmação definitiva da residência actual dos dois irmãos.
O apelo é simples.
Se alguém reconhecer Murilo ou Rafael, conhecer esta família ou souber como fazer chegar uma mensagem aos dois irmãos, não é necessário divulgar publicamente qualquer morada ou dado pessoal.
Basta que essa pessoa lhes diga:
A vossa mãe biológica, Márcia Bandeira dos Santos, procura-vos e gostaria de ter a oportunidade de falar convosco e contar-vos a sua história.
A partir daí, Murilo e Rafael decidirão livremente se querem responder.
Ninguém lhes pede mais do que isso.
O papel da Revista Repórter X.
A Revista Repórter X não substitui tribunais, consulados, embaixadas, autoridades, serviços sociais ou quaisquer outras instituições.
A Repórter X não resolve os problemas de ninguém. Dirige-se aos contactos certos, ou pelo menos tenta fazê-lo.
O trabalho da revista é ouvir, reunir documentação, procurar informação, colocar perguntas, dar voz às pessoas e fazer chegar os casos a quem poderá ter competência ou capacidade para ajudar.
É isso que está a ser feito neste caso.
A Repórter X procurará também fazer chegar esta história às entidades que possam, eventualmente, ajudar a localizar institucionalmente Murilo e Rafael ou transmitir-lhes a mensagem da mãe.
Mas a comunicação também tem outra força.
Uma notícia atravessa fronteiras.
Pode ser lida no Brasil, em Itália, em Portugal, na Suíça ou noutro país qualquer.
Pode chegar a alguém que conheça um dos irmãos.
Pode chegar a um amigo.
Pode chegar a um vizinho.
Pode, até, chegar directamente a Murilo ou Rafael.
E, se isso acontecer, o objectivo fundamental desta publicação estará cumprido.
Não decidir por eles.
Não obrigá-los a regressar ao passado.
Apenas permitir que saibam que, do outro lado desta história, existe uma mãe que os procura e que gostaria de ser ouvida.
Depois, a decisão será deles.
Revista Repórter X / Repórter Editora

ALERTA DE IRRESPONSABILIDADE JORNALÍSTICA E VIOLAÇÃO DE SEGREDO DE JUSTIÇA
ResponderEliminarEsta matéria comete infrações gravíssimas contra a legislação brasileira de proteção à infância e à adoção (Lei nº 12.010 e Estatuto da Criança e do Adolescente).
O próprio texto confessa: Houve destituição do poder familiar (2014) e cancelamento definitivo do registro biológico (2015) por ordem judicial.
Direito Exclusivo: A lei brasileira e internacional é taxativa: o direito de buscar a origem biológica pertence EXCLUSIVAMENTE ao filho adotado após atingir a maioridade. A genitora que perdeu o pátrio poder NÃO tem direito legal de rastrear, expor ou expor a família adotiva.
Exposição Criminosa: Divulgar nomes completos de pais adotivos, datas e indicar localizações no exterior configura vazamento de dados (doxing), assédio e violação de segredo de Justiça.
A "Revista Repórter X" e o autor da matéria tornam-se cúmplices de perseguição e assédio internacional ao expor uma família que adotou legalmente.