Novo temporal atinge Bülach e volta a deixar marcas na cidade:

Categoria: Temporais / Sociedade / Suíça
Autor: João Carlos Quelhas




Bülach voltou a ser atingida por um forte temporal, menos de oito dias depois da violenta queda de saraiva que deixou numerosos estragos na cidade.

O novo episódio ocorreu ontem, 8 de Setembro, cerca das 22 horas, acompanhado por chuva, trovoada e fortes rajadas de vento.


Esta manhã, 9 de Setembro, ainda antes das sete horas, a Revista Repórter X saiu para recolher as primeiras imagens dos efeitos deixados pelo temporal durante a noite.

E não foi preciso procurar muito.

Junto às obras na zona da Glasi e Im Guss, várias vedações metálicas de protecção encontravam-se completamente derrubadas. As imagens mostram uma sucessão de painéis tombados sobre a zona dos antigos carris, apesar de estarem assentes em pesadas bases de betão.

Estas vedações servem para separar e proteger a zona das obras, os trabalhadores e as instalações provisórias do estaleiro, nomeadamente os espaços onde são guardadas ferramentas e onde os trabalhadores se podem equipar, descansar ou fazer as suas refeições.

Mas as fotografias desta manhã levantam uma questão evidente sobre a segurança deste tipo de estrutura quando surgem rajadas de vento particularmente fortes.

São painéis metálicos de grandes dimensões, sustentados por bases pesadas de betão. Ainda assim, uma longa extensão acabou derrubada. Se uma estrutura destas cai durante a passagem de uma pessoa, as consequências podem ser graves.

Quem passar por estes locais durante um temporal, de dia ou de noite, deve manter distância destas vedações. As imagens demonstram que aquilo que parece uma barreira sólida pode deixar de o ser perante a força do vento.

E foi precisamente enquanto recolhíamos estas imagens que o tempo voltou a mudar.

Depois da segunda fotografia, sem praticamente qualquer aviso, começou a cair uma chuva torrencial. Em poucos segundos, aquilo que parecia uma manhã relativamente calma transformou-se numa autêntica «chuva a cântaros», para utilizar a velha expressão popular que aqui não poderia ser mais adequada.

Por sorte, havia um porto de abrigo a poucos metros. Foi necessário correr. Mais alguns segundos teriam bastado para uma grande molha.

A saraiva de há menos de oito dias ainda deixou o céu aberto

Já abrigados na nova passagem de Bülach, surgiu diante da objectiva outra imagem que conta uma parte diferente desta história.

Na cobertura encontra-se ainda uma grande abertura no lugar onde existia um painel de vidro. O vidro, apesar da sua evidente espessura e resistência, foi destruído durante a violenta queda de saraiva de há menos de oito dias.

A fotografia é particularmente expressiva: olha-se para cima e vê-se directamente o céu.

Com a chuva, a água pode entrar por essa abertura, mais uma consequência visível de um temporal anterior quando Bülach acaba de enfrentar outro.

São marcas sucessivas de episódios de mau tempo que este ano têm atingido a Suíça. Chuva torrencial, trovoada, saraiva e fortes rajadas de vento têm provocado danos materiais que, em alguns locais, continuam por reparar quando chega o temporal seguinte.

Bülach acordou novamente com sinais da força da natureza. Primeiro, as vedações no chão. Depois, a «chuva a cântaros». E, finalmente, uma cobertura onde já não existe vidro e através da qual se volta a ver o céu.

Três fotografias tiradas nas primeiras horas da manhã, três imagens que contam, por si próprias, a história de mais uma noite de temporal em Bülach.

Nota de rodapé: A Suíça tem sido atingida, ao longo de 2026, por alguns temporais imprevistos, num ano marcado também por temperaturas particularmente elevadas. Na violenta queda de saraiva que atingiu Bülach há menos de oito dias, os estragos foram generalizados: casas, telhados, carros, vidros e outras estruturas ficaram esburacados e destruídos, como se tivessem sido atingidos por uma metralhadora ou picados violentamente por uma picareta. Também houve pessoas feridas. A Revista Repórter X teve conhecimento de pelo menos 50 pessoas que terão recorrido ao hospital de Bülach, algumas com ferimentos na cabeça e outras lesões provocadas pela violenta queda de saraiva. Uma tempestade cuja força ficou gravada nas pessoas, nos automóveis, nas casas e nas ruas da cidade.

Revista Repórter X / Repórter Editora

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