Categoria: Sociedade / Trabalho / Suíça
Autor: João Carlos Quelhas
Dois estudos publicados na Suíça, em 15 de Outubro de 2026, apresentam novos elementos sobre a integração profissional e a evolução do mercado de trabalho. Um estudo analisa o acompanhamento de pessoas com doenças psíquicas nos processos do Seguro de Invalidez. O outro estudo mostra uma ligeira recuperação das ofertas de emprego, concentrada sobretudo nas profissões técnicas e manuais.
A estes trabalhos juntam-se observações independentes realizadas ao longo de vários anos pela Revista Repórter X sobre a Suíça, as suas gentes, as leis, o trabalho e o funcionamento das instituições.
São trabalhos separados. Os estudos institucionais e académicos possuem autores, métodos e conclusões próprios. A investigação jornalística parte de experiências observadas, documentos, testemunhos, reclamações e situações concretas.
Estratégias de integração demasiado padronizadas
O primeiro estudo foi encomendado pelo Instituto Federal de Seguros Sociais da Suíça.
A investigação foi realizada por Christian Bolliger, do Büro Vatter AG, e por Tanja Kuhn e Niklas Baer, da WorkMed AG.
O trabalho avaliou a colaboração entre os serviços do Seguro de Invalidez, os médicos e os empregadores nos processos de integração profissional de pessoas com doenças psíquicas.
Foram analisados 147 processos provenientes de 5 serviços cantonais do Seguro de Invalidez. Destes, 56 foram examinados aprofundadamente.
A investigação incluiu ainda encontros interdisciplinares com 22 profissionais de saúde, 24 representantes de empregadores e 25 trabalhadores dos serviços do Seguro de Invalidez e dos serviços médicos regionais.
Foram realizados 5 encontros interdisciplinares.
Os processos correspondiam a pessoas entre os 25 e os 60 anos, inscritas entre 2021 e 2024, que participaram em pelo menos uma medida de integração no mercado normal de trabalho.
O estudo concluiu que as bases legais permitem a colaboração entre os diferentes intervenientes. Contudo, a troca de informações nem sempre possui a profundidade necessária.
Em determinadas situações, as doenças psíquicas são consideradas de forma demasiado geral, sem uma avaliação suficientemente individual das capacidades, das limitações e das condições concretas do local de trabalho.
Isto pode conduzir a estratégias padronizadas que não aproveitam aquilo que cada pessoa ainda consegue fazer.
Os médicos responsáveis pelos tratamentos também são pouco envolvidos em determinadas fases do processo.
O serviço do Seguro de Invalidez conhece os instrumentos legais e as possibilidades de integração. O médico conhece a situação clínica. O empregador conhece as tarefas e as possibilidades de adaptação do posto de trabalho. A própria pessoa conhece aquilo que sente, consegue realizar e espera alcançar.
A principal recomendação não consiste simplesmente em realizar mais reuniões. Consiste em melhorar a qualidade da colaboração e em construir soluções adaptadas a cada pessoa.
As conclusões deverão ser consideradas na futura reforma da integração profissional, com um reforço da gestão individual dos processos e das avaliações interdisciplinares.
Uma instituição não pode chamar "integração individualizada" a um modelo em que todos acabam encaminhados para as mesmas tarefas.
Antes da colocação, devem ser consideradas as limitações médicas concretas, as competências e a experiência profissional, o tipo de esforço exigido, o local e as condições de trabalho, a possibilidade de adaptação das tarefas, o objectivo profissional real da medida e o acompanhamento depois da colocação.
Limitações do estudo:
A investigação incidiu apenas em 5 serviços cantonais e seleccionou processos nos quais já existia pelo menos uma medida no mercado normal de trabalho. Não representa automaticamente todos os processos do Seguro de Invalidez, nem permite concluir que todos os cantões trabalham da mesma maneira.
A avaliação também está limitada pelo conteúdo registado nos processos: uma conversa não documentada pode ter acontecido sem aparecer no estudo.
O relatório completo sobre a integração profissional e as doenças psíquicas, publicado em 15 de Outubro de 2026, tem âmbito nacional e 227 páginas.
Uma doença não define toda a pessoa:
O estudo trata especificamente de pessoas acompanhadas pelo Seguro de Invalidez devido a doenças psíquicas. Não permite concluir que todos os participantes em cursos, medidas ocupacionais ou programas de integração tenham problemas de saúde.
Uma pessoa pode ser colocada num programa apenas por estar inscrita no RAV ou por receber prestações de uma caixa de desemprego. Pois no está correcto, se está no fundo-desemprego é porque trabalhou e descontou! Pode encontrar-se desempregada por falta de trabalho, encerramento de uma empresa, fim de um contracto, idade, dificuldades linguísticas ou necessidade de actualizar a formação.
Também não se deve confundir doença psíquica, dificuldade pessoal, limitação temporária e incapacidade para trabalhar. São realidades diferentes.
Uma pessoa pode enfrentar um problema de saúde e continuar a possuir conhecimentos, experiência e capacidade para desempenhar muitas funções. A integração deve partir dessas capacidades, e não de um rótulo.
Observações em diferentes programas:
Ao longo dos anos, a Revista Repórter X acompanhou vários cursos, programas de integração e medidas ocupacionais, e não apenas uma instituição ou uma actividade. Falou com muita gente dentro e fora dos programas!
Alguns programas conjugam aprendizagem da língua alemã, tarefas profissionais, aquisição de competências, procura de emprego e preparação para a obtenção de um diploma. Outros funcionam igualmente como ocupação diária, com horários, presenças obrigatórias e tarefas determinadas.
Os participantes não possuem todos as mesmas dificuldades. Alguns encontram-se apenas desempregados e foram encaminhados pelo RAV. Outros precisam de melhorar o alemão, obter uma qualificação reconhecida ou adaptar a experiência adquirida noutro país. Existem também pessoas com problemas sociais, familiares, físicos ou psíquicos, mas essas situações não podem ser generalizadas.
Em alguns programas foram observados participantes que apenas iniciavam as tarefas depois de receberem instruções directas. Noutros casos, existiam pessoas capazes de trabalhar com autonomia, assumir responsabilidades ou realizar tarefas mais exigentes.
Estas diferenças mostram por que razão uma solução igual para todos dificilmente produz bons resultados.
A ocupação diária pode ter utilidade, mas não deve substituir a formação, a aprendizagem e a preparação para um emprego verdadeiro. Estar presente num programa não significa automaticamente estar integrado.
A avaliação deve considerar o que a pessoa aprendeu, as competências que adquiriu, o acompanhamento recebido e a possibilidade real de encontrar e conservar um emprego.
Ofertas de emprego sobem apenas 0,8 %:
O segundo trabalho, o Swiss Job Market Index, foi elaborado pela Adecco Group Switzerland, empresa privada ligada ao recrutamento, em colaboração com o Observatório do Mercado de Trabalho do Instituto de Sociologia da Universidade de Zurique.
Segundo os dados publicados, as ofertas de emprego aumentaram 0,8 % no terceiro trimestre de 2026, tanto em relação ao trimestre anterior como em comparação com o mesmo período de 2025.
A subida foi igual na comparação com o trimestre anterior e com o terceiro trimestre de 2025.
O resultado representa uma ligeira estabilização, não uma expansão forte do mercado de trabalho.
O índice analisa anúncios publicados na imprensa, nas plataformas digitais de emprego e nas páginas das empresas. Para muita gente a grande parte de anúncios não passa de Marketing, pois estão sempre abertos e consistem nas negas de trabalho, qual a razão!
O índice baseia-se em levantamentos trimestrais representativos de anúncios publicados na imprensa, em plataformas digitais de emprego e nas páginas das empresas.
Desde 2015 e 2016, as ofertas destinadas às profissões técnicas e manuais aumentaram 131 %, enquanto o conjunto das ofertas cresceu 30 %.
A construção e os trabalhos de acabamento registaram uma subida de 173 %. As ofertas para electricistas e técnicos de electrónica aumentaram 134 %.
Existe também procura por canalizadores, instaladores de aquecimento, carpinteiros, mecânicos de automóveis e profissionais da manutenção técnica.
Apenas cerca de 2 % destas profissões são consideradas altamente vulneráveis à substituição pela inteligência artificial. Aproximadamente um quarto apresenta um risco moderado.
Inteligência artificial e formação profissional:
O estudo não encontrou provas estatisticamente sólidas de que a exposição à inteligência artificial tenha alterado as entradas nas aprendizagens profissionais ou o número de aprendizes desde o aparecimento do ChatGPT.
Um resultado inicialmente significativo revelou estar relacionado com uma tendência que já existia antes de 2022. Os autores consideram, por isso, que não existe uma demonstração robusta de causa e efeito.
Este cuidado metodológico é importante. Uma coincidência estatística não pode ser apresentada como uma conclusão definitiva.
Uma oferta não é uma contratação:
O índice mede anúncios de emprego, não contratações efectivas.
Uma vaga pode permanecer publicada, aparecer em diferentes plataformas, ser retirada ou nunca conduzir a uma contratação.
Também não se pode concluir que todas as oportunidades sejam adequadas a qualquer pessoa desempregada. Muitas exigem formação profissional reconhecida, experiência técnica, conhecimentos de alemão, capacidade física e certificados suíços específicos. Sabemos que as exigencias são apenas exigencias, porque na maioria dos casos entram e saem funcionários das empresas sem saber certas tarefas ou falar bem a lígua. Os próprios cursos de formação emitidos pelo RAV são contraditorios, trocam as profissões ao participantes!
Muitas vagas exigem também boa condição física, trabalho em altura, transporte de pesos e cartas profissionais ou certificados suíços específicos.
A existência de vagas na construção, na electricidade ou na manutenção não significa que uma pessoa possa ser simplesmente enviada para esses sectores.
É necessário considerar a formação, a experiência, a idade, a capacidade individual, as condições de trabalho e a possibilidade de adaptação das tarefas.
A participação da Adecco, uma empresa comercial ligada ao recrutamento, não invalida os dados. Contudo, essa participação deve ser identificada, tal como a colaboração académica da Universidade de Zurique.
O Swiss Job Market Index, relativo ao terceiro trimestre de 2026 e publicado em 15 de Outubro, tem âmbito nacional e 14 páginas.
Pagamentos atrasados e serviços sem respostas:
Existem numerosas queixas sobre atrasos no pagamento dos subsídios de desemprego e sobre a dificuldade em obter respostas concretas das entidades responsáveis.
O RAV, a Caixa de Desemprego e o Amt für Arbeit possuem competências diferentes. Para muitos desempregados, estas entidades parecem formar um polvo administrativo, no qual se torna difícil perceber quem recebeu os documentos, quem está a analisar o processo, quem autoriza o pagamento e quem assume a responsabilidade quando algo falha.
O problema não consiste apenas em receber tarde. Consiste também em permanecer sem informação enquanto continuam a chegar a renda, o seguro de saúde, as facturas e as despesas de alimentação.
Uma resposta automática, a indicação de que o processo está a ser tratado ou o encaminhamento para outro serviço não resolvem a situação.
Há relatos de pagamentos realizados pouco tempo depois de reclamações insistentes. Isto levanta uma pergunta necessária: se o processo podia ser resolvido naquele momento, por que razão permaneceu parado e sem resposta?
As diferenças podem resultar da verificação de documentos ou das circunstâncias particulares de cada processo. Porém, isso não justifica o silêncio.
Se falta um documento, a pessoa deve ser informada. Se existe um problema, deve receber uma explicação clara. Se o processo está completo, o pagamento deve ser efectuado atempadamente.
Mais do que estatísticas de desemprego:
Os estudos sobre o mercado de trabalho não devem limitar-se à taxa de desemprego, ao número de pessoas inscritas ou à quantidade de ofertas publicadas.
Também devem analisar quanto tempo demoram os serviços a responder, quantas pessoas permanecem sem pagamento, quais são as causas dos atrasos e quem assume a responsabilidade quando um processo fica parado.
Importa igualmente saber quantos participantes dos programas de integração conseguem um emprego regular, quantos continuam empregados depois de 6 ou 12 meses e quantos recebem uma formação reconhecida. Não se deve dar um diploma a um jovem que sabe falar a língua e não sabe trabalhar e não se deve negar o diploma a uma pessoa com alguma idade que fala pouco a língua, mas que sabe trabalhar!
A protecção contra o desemprego deve permitir que a pessoa viva enquanto procura uma nova oportunidade. O silêncio administrativo não paga a renda, não compra alimentos nem tranquiliza uma família.
As perguntas que devem ser colocadas aos RAV, ao Seguro de Invalidez e às instituições ocupacionais são: quem escolhe a actividade atribuída ao participante?
O médico assistente é ouvido antes da colocação?
As limitações ficam registadas num plano escrito?
Existe formação reconhecida ou apenas ocupação?
A instituição recebe por presença ou pela integração conseguida?
O participante pode recusar tarefas incompatíveis com a saúde?
Quantos participantes conseguem emprego normal e continuam empregados após seis ou doze meses?
Um estudo social construído no terreno pela Revista Repórter X:
A investigação independente sobre a Suíça não se limita ao emprego. Abrange a cultura, a arte, a história, o lazer, as relações sociais, as empresas, as instituições e as leis.
Esse trabalho deu origem ao projecto de um livro sobre a Suíça, cuja redacção completa ainda não foi concluída. Várias partes do estudo já foram publicadas em jornais, nas redes sociais e, principalmente, no sítio da revista.
O material foi construído através de cartas enviadas pelo correio, E-mails, escritos nas redes sociais, observações, documentos, testemunhos, correspondência, telefonemas, traduções, reclamações, entrevistas pessoais e live e acompanhamento de situações concretas.
Entre os assuntos analisados encontram-se problemas relacionados com a KESB, a SUVA, o desemprego, os acidentes laborais, as relações de trabalho, a obtenção de documentos, as seguradoras, os serviços públicos e as instituições sociais.
Foram igualmente recebidos relatos de pessoas que afirmam ter sido maltratadas em instituições, de famílias envolvidas em processos difíceis e de situações de abuso, violência ou discriminação, envolvendo crianças e adultos. Entre os casos relatados encontram-se bullying e ciberassédio, assédio moral e sexual no trabalho, discriminação no trabalho e noutros contextos, racismo no trabalho, na escola e em locais públicos, xenofobia, violência física e psicológica, abuso sexual, maus-tratos em casa, negligência, abandono, violência doméstica, exploração laboral ou sexual, ameaças, perseguição e abuso através da Internet!
Nestes casos, é necessário distinguir entre testemunhos, documentos confirmados, suspeitas e factos muitos ainda por investigar. Uma denúncia deve ser ouvida e encaminhada, mas não pode transformar-se automaticamente numa condenação sem provas.
Traduções, cartas e entreajuda:
Muitos imigrantes não dominam suficientemente a língua, não compreendem os documentos recebidos ou não sabem a que entidade devem dirigir uma reclamação.
A ajuda através de traduções, cartas, telefonemas e pedidos de esclarecimento torna-se uma forma concreta de entreajuda.
O acesso aos direitos não deveria depender da capacidade de escrever uma carta formal, conhecer a língua ou compreender a divisão de responsabilidades entre diferentes instituições.
Uma autoridade ou empresa deve comunicar de forma compreensível, explicar as suas decisões e indicar claramente aquilo que espera do cidadão.
Dívidas, facturas e a treta dos "gestos de boa vontade":
Entre as situações acompanhadas encontram-se pedidos de pagamento, dívidas contestadas, facturas com valores superiores aos esperados e cobranças cuja composição não foi devidamente explicada. Há também relatos de juros e taxas considerados indevidos, valores cobrados mais do que uma vez, contratos anulados ou alterados sem esclarecimentos suficientes, dificuldades em obter documentos e respostas, e processos que se prolongam apesar das reclamações apresentadas. São problemas muito diversos, atribuídos a instituições privadas e a serviços do Estado. Em muitos casos, as pessoas procuram perceber de onde vêm os valores exigidos, contestar decisões que consideram injustas ou obter uma resposta clara de quem tem a responsabilidade de esclarecer e resolver a situação. Em muitos casos, a reclamação produziu resultados. Alguns valores foram reduzidos, determinadas cobranças foram anuladas e houve quantias devolvidas.
Por vezes, a entidade informa que já não será necessário pagar. Noutras situações, devolve dinheiro ou retira valores, apresentando a decisão como um "gesto de boa vontade".
Quando uma entidade abandona uma cobrança ou devolve dinheiro depois de receber uma reclamação fundamentada, deve esclarecer se existiu um erro, como surgiu e quantas pessoas poderão ter sido afectadas. O grande problema da Suíça é que nunca dão o braço a torcer, mesmo que reconheçam que o cidadão tem razão!
Se apenas recupera o dinheiro quem reclama repetidamente ou conhece os seus direitos, permanece uma desigualdade grave. Muitas pessoas pagam por medo, cansaço, desconhecimento ou dificuldades linguísticas.
Uma cobrança anulada ou uma devolução apresentada como "gesto de boa vontade" não constituem, isoladamente, prova jurídica de corrupção. Revelam, contudo, falta de transparência e justificam uma investigação mais profunda.
É necessário comparar o valor inicialmente exigido, o montante posteriormente retirado, a explicação apresentada, o tempo necessário para obter uma resposta e o resultado final de cada reclamação.
Os casos resolvidos não representam apenas vitórias individuais. Podem revelar práticas que atingem outras pessoas, sobretudo imigrantes, idosos, doentes e cidadãos com dificuldades económicas ou linguísticas.
Pessoas não são números:
Os estudos institucionais, as estatísticas e a observação no terreno analisam a realidade por caminhos diferentes.
Os números mostram quantas vagas existem. Não revelam automaticamente se os candidatos possuem as qualificações exigidas, se o trabalho lhes é adequado ou se a contratação chega a acontecer. Quando o empregador responde, é um acto de louvar, porque a maioria ignoram e os que respondem fazem-no de forma a não ferir o trabalhador, dizendo, "obrigado pela sua inscrição, mas arranjamos alguém mais qualificado", logo quem tem alguma idada sabe que está a ser discriminado indirectamente, mais que aquele que não sabe a língua!
A presença num programa também não demonstra que exista integração. É necessário saber o que a pessoa aprendeu, que competências adquiriu e se ficou mais próxima de conseguir um emprego.
Um processo administrativo encerrado também não prova que o sistema tenha funcionado bem. Se a resposta apenas chegou depois de sucessivas reclamações, permanece por explicar por que razão o cidadão teve de lutar para receber aquilo a que tinha direito.
As pessoas não são números nem peças que possam ser deslocadas de uma instituição para uma vaga disponível. Cada pessoa possui uma história, capacidades, dificuldades, conhecimentos e esperanças próprias.
A formação deve formar. A ocupação deve ter uma finalidade. A integração deve abrir um caminho. A protecção contra o desemprego deve proteger. As instituições devem responder e as empresas devem explicar aquilo que cobram.
Os estudos oficiais revelam uma parte da Suíça. Os testemunhos e os documentos mostram outra. O verdadeiro retracto do país nasce quando os números são confrontados com a vida das pessoas.
Não surgiram novos números mensais do desemprego desde a edição de 9 de Outubro. As duas publicações de 15 de Outubro são, nesta semana, as novidades substanciais que justificam leitura e acompanhamento jornalístico.
Fontes:
Relatório do Instituto Federal de Seguros Sociais sobre integração profissional e doenças psíquicas, publicado em 15 de Outubro de 2026.
Swiss Job Market Index, terceiro trimestre de 2026, publicado em 15 de Outubro de 2026.
NOTA INTRODUTÓRIA:
1. Estratégias de integração demasiado padronizadas
Factos confirmados
- 22 profissionais de saúde.
- 24 representantes de empregadores.
- 25 trabalhadores dos serviços do Seguro de Invalidez e dos serviços médicos regionais.
Principal conclusão
O que mudou
- O serviço de invalidez conhece as possibilidades legais e os instrumentos de integração.
- O médico conhece a situação clínica e as limitações reais.
- O empregador conhece o trabalho, as tarefas e as possibilidades de adaptação.
- A pessoa segurada conhece, melhor do que ninguém, aquilo que sente e consegue realizar.
Por que importa
- As limitações médicas concretas.
- As competências e a experiência profissional.
- O tipo de esforço exigido.
- O local e as condições de trabalho.
- A possibilidade de adaptação das tarefas.
- O objectivo profissional real da medida.
- O acompanhamento depois da colocação.
Limitações do estudo
Leitura integral prioritária
2. Ofertas de emprego sobem apenas 0,8%
Factos confirmados
Profissões técnicas e manuais ganham terreno
- Construção e acabamento, mais 173%.
- Electricistas e técnicos de electrónica, mais 134%.
- Canalizadores e instaladores de aquecimento.
- Carpinteiros.
- Mecânicos de automóveis.
- Profissões ligadas à manutenção técnica.
Análise
- Formação profissional reconhecida.
- Experiência técnica.
- Boa condição física.
- Trabalho em altura.
- Transporte de pesos.
- Conhecimentos de alemão.
- Cartas ou certificados suíços específicos.
Inteligência artificial e formação profissional
Limitações
Leitura integral recomendada
O que merece investigação pela Repórter X
- Quem escolhe a actividade atribuída ao participante?
- O médico assistente é ouvido antes da colocação?
- As limitações ficam registadas num plano escrito?
- Existe formação reconhecida ou apenas ocupação?
- A instituição recebe por presença ou por integração conseguida?
- O participante pode recusar tarefas incompatíveis com a saúde?
- Quantos participantes conseguem emprego normal e continuam empregados após seis ou doze meses?
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