“Estamos todos partidos. É assim que a luz entra.”
(“We are all broken. That’s how the light gets in.”)
Ernest Hemingway
Há livros que se escrevem com tinta, e há livros que se escrevem com vida. Este nasce da segunda espécie. Não é apenas a história de um amor encontrado — é a história de um homem que, tendo vivido demasiado tempo na sombra, descobriu que a luz pode, afinal, ser permanente.
O leitor encontrará nestas páginas o percurso de um escritor que atravessou cidades, silêncios e geografias interiores até reconhecer que o verdadeiro destino não se cumpre na literatura, mas no coração. Barcelona, Lisboa e Dublin não são meros cenários: são portos seguros, bússolas afetivas, geografias onde o amor se reinventa e onde a família se expande para além do sangue. Cada cidade guarda uma parte da sua metamorfose — a escrita que floresce, as raízes que chamam, os afetos que se multiplicam.
Este livro é, por isso, mais do que uma narrativa: é um testemunho. A prova de que o amor pode reescrever vidas, curar feridas antigas e transformar um homem solitário num pai, num companheiro, num avô, num ser inteiro. A literatura acompanha-o, mas não o define; é apenas o eco daquilo que vive. Porque a verdadeira obra-prima — aquela que desafia o tempo e se inscreve na alma — não se escreve, vive-se.
Ao abrir estas páginas, o leitor entra num território onde a ficção e a realidade se tocam, onde o destino se cumpre com a delicadeza de um gesto quotidiano, e onde cada capítulo é uma celebração daquilo que permanece: o amor que não se apaga, a família que se escolhe, e a eternidade que se conquista no olhar de quem caminha connosco.
Este livro é o prelúdio de uma história maior. E, como todo amor verdadeiro, não conhece fim.
Ruth Collaço.
“O amor nunca nos salva da sombra; ensina a caminhar dentro dela até que a luz se encontre.”
Ruth Collaço

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