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domingo, 22 de janeiro de 2017

Quelhas, participou num dos mais interessantes livros da humanidade






Quelhas, participou num dos mais interessantes livros da humanidade

Saudade

Sinto saudades das ruas empoeiradas, e de ficar contigo na praia em noites estreladas.
Sinto saudades das flores silvestres da restinga que trazias para ofertar à tua mãe.
Porque é que a gente sente saudade?
Porque essa dor, que de vez em quando nos torna tão vulneráveis a ponto de não pudermos conter as lágrimas que inundam nosso rosto?
Porque é que o homem é um ser tão sentimental?
Por que razão, na maioria das vezes queremos esconder nossos sentimentos de tristeza, dos outros?
Porque a maioria dos homens acha as lágrimas um sinal de fraqueza e quiçá de feminilidade?
São tantos os porquês, mas nenhum é definitivo.
Saudade é um sentimento humano, quem não a sente, se alguém existe, não será humano.
Contudo alguns a sentem mais que os outros e alguns a disfarçam por acharem ser um sinal
de fraqueza, de falta de masculinidade.
Se assim é, eu sou tão fraco como poucos devem ser.
Se é assim, meu coração é igual à minha alma e minha mente.
Pois, na língua portuguesa, alma e mente são femininas.
Então quem seria totalmente masculino?
Quem fosse desprovido de alma e mente, quem não pensasse.
E olhando bem, parece haver tanta gente que não pensa.
Que dá tanto valor às coisas da matéria, que é capaz de tudo para subir na vida, mesmo que os degraus da escada, sejam outros seres humanos.
Mas quem nos provoca mais saudade?
Especialmente a nós, que somos descendentes de povos que sempre tiveram a saudade por companheira: os Portugueses e Africanos. Partiam e não mais voltavam, deixando esposa e filhos os esperando com uma saudade esperançosa.
Só a esperança voltava ao lar, ou então morria com quem a gravava no coração.
E assim, de saudade em saudade, foi este Brasil crescendo no amor e na esperança. Assim este povo
foi forjando a sua personalidade.
Não sei se melhor ou pior, mas nosso povo é diferente de todos os outros povos das Américas e do Mundo.
Nosso corpo cresce, nossa mente se desenvolve, mas nossa alma, guarda sempre um quê de criança.
Sempre aquele enlevo, aquela doçura, aquele amor-aconchego, aquela postura graciosa que constitui a delícia da vida infantil.
Ah, os filhos! Os filhos, as nossas crianças, deveriam ser proibidas de morrer antes de nós.
Deus sabe muito bem que somos um povo saudoso, carinhoso e que não suporta certas angústias.
Somos capazes de vencer todas as dificuldades, contornar todos os obstáculos, lutar contra todas as adversidades, mas não somos fortes bastante para lutar contra a saudade, que no final nos vence e permanece para sempre dentro de nós.

Exclusivo para a revista Repórter X
Artigo: Cientista, Prof. Dr. António Joaquim Veloso


Quelhas, escritor internacional povoense, participou num dos mais interessantes livros da humanidade do Cientista Veloso: Memórias da infância - SOBRADELO DA GOMA, na Análise & Crítica.


















Saudade

Quelhas, participou num dos mais interessantes livros da humanidade

Quelhas, escritor internacional povoense a residir na Suíça, participou num dos mais interessantes livros da humanidade do Cientista Veloso: Memórias da infância - SOBRADELO DA GOMA, na Análise & Crítica.

A APÊNDICE DESTE SUMÁRIO, SOFREU ALGUNS ARRANJOS conforme a sua própria cultura e expressão PARA O PORTUGUÊS DO BRASIL

(aqui está consoante o original da ortografia portuguesa, tal como o autor escreve SEM Acordo ortográfico).

Resumo do Sumário:
Memórias da infância do Cientista António Veloso

Tenho o privilégio de escrever a Análise & Crítica: Memórias da Infância, do Professor, Cientista, Doutor, Escritor, António Veloso “da Mouta” sob e como diz o nome, em crítica social construtiva dos tempos que o tempo dita.
SOBRADELO DA GOMA
Na minha altura já não era como antigamente e nos tempos que correm muito menos e só voltará a ser caso a crise, a fome, o tempo da PIDE e Ditadura de Salazar voltem.
Eu, já na meia-idade, não vivi nem de perto e nem de longe o que o Doutor Veloso, “meu parente”, viveu, não tive que suportar todo o trabalho braçal, tal como refere o autodidacta António Veloso, não tive que andar descalço e frequentei escolas com melhores condições como por exemplo tinha vários WC. No meu tempo via muitas raposas e coelhos bravos, que naquele tempo não era tão frequente, pois a caça grossa era praticada devido aos níveis de pobreza acentuada.
Nesse tempo os partos ainda eram feitos em casa e as parteiras eram simplesmente mulheres capazes de fazer esse trabalho, sem qualquer formação.
Na minha época, não se ia para o Seminário e sim para a Universidade. O Seminário era apenas frequentado por Padres.
Lembro-me do Santiago e das festas anuais da Igreja Velha, que para mim a mesma foi sempre Capela “dizem que as pedras da casa do “Chedas” eram da Igreja e a Câmara Municipal quer se apoderar dela por esse motivo histórico”.
Entre as festas da Senhora do Pilar em Vilarinho, as festas de Santo António em Várzeas e a festa do Senhor e da Senhora da Goma “padroeira da freguesia” nas Penas.
A luz que iluminava a noite era a do pneu de borracha e da candeia.
O Ribeiro Queimado, esse nunca ardeu, hoje faz-se por lá caminhadas pedestres e de guia turístico, onde a água corre límpida entre colinas e calçadas.
Lagares e Prensas de vinho conheci, assim como Moinhos a água, mas ao contrário do Veloso, não conheci Alambiques nem Lagares de azeite, porque o homem destruiu (tal como a Capela da Igreja velha ou o Castelo de Lanhoso).
A Quarta-Classe era feita na freguesia. Mais tarde, já no meu tempo, houve Escolas preparatórias, TV, enquanto freguesias grandes e povoadas nunca tiveram.
Os bancos de merendas começaram a existir e fazem parte da rota turística da aldeia de Carreira e do Ribeiro Queimado desde a barragem da Andorinha.
Existiam moleiros a distribuir farinha na freguesia de Sobradelo da Goma e nas freguesias vizinhas, pois por cá estão em extinção há muito tempo.

Os deslizamentos dos Socalcos eram frequentes pelo tempo muito chuvoso, hoje mudou totalmente por causa dos distúrbios climáticos, poluição do ar, que é o principal factor de todas as alterações do clima Terrestre.
Travassos, tal como Sobradelo, terra do ouro, porque o Marketing do Pelouro da cultura é quem o dita.
Os pinheiros eram mais raros, embora nesse tempo houvesse mais Raros, porque agora são raros à semelhança da raposa. Lavrar campos era com o arado de marca “vaca”… hoje nem com tractor.
Dantes nos Velórios não se chorava, gritava-se, até parece que queriam ir juntos com o caixão.
Roçar mato era à enxada tal como as moutas. Hoje até os campos têm silvas.
Se dantes a Páscoa era sinónimo de respeito ao acolhermos o Padre em casa, hoje qualquer pecador pega na Cruz de Cristo.
Telefone e Luz eléctrica chegou a tempo do meu namoro, tempo de escrever cartas, Os insectos e principalmente as Vespas eram bravas e as Vaca-Loura eram mais fortes dos “cornos” que nossos dedos. Malhar o milho para além do malho, havia a malhadeira e ainda hoje se malha sem malhar, ai se malha.
A poda era só feita por entendidos, hoje chamamos-lhes de artistas, mas como há poucos artistas estamos a ficar sem vinhas no concelho da Póvoa de Lanhoso.
Fruta tínhamos de toda a qualidade nos campos, hoje temos troncos de pé.
Os casamentos eram feitos de confeitos, íamos aos casamentos para lamber.
O meio ambiente era de “merda” como dizia o Doutor Veloso, faziam-se estrumeiras para adubar os campos que ficavam ali a feder.
Nos Natais, as famílias uniam-se, hoje separam-se, em vez de falarem entre elas, estão a falar no facebook.
Dantes acreditávamos em ditados populares e lendas e hoje nem nos milagres que dizem ter acontecido no passado.
Baptismo, contínua igual com o desconsolo da água-benta fria pela cabeça abaixo.
O contrabando já não é do meu tempo, agora são drogas.
O Avô do Doutor António Veloso e meu Avô Joaquim Gonçalves, Sargento Quelhas, andaram em Flandres, nas Trincheiras, na Primeira Guerra Mundial de (1914/18), na Batalha de La Lys em França, foram dos poucos sobreviventes. Nessa altura em Portugal, havia a Ditadura de Salazar ou seja a PIDE ou a polícia Fascista.

Observação:
Foi nas pequenas Aldeias onde nascem grandes homens. Mesmo de estatura baixa, são grandes homens. Homens com H GRANDE e contam-se seis autodidactas na história duma terra pacata na região do Minho espalhados pelo Mundo! “Freguesia de Sobradelo da Goma, Concelho da Póvoa de Lanhoso, (terra da Maria da Fonte) no Distrito de Braga” Quelhas, Altino do Tojal, António Veloso, José Veloso, P. Aquilino Pereira (que viveu mais de 50 anos na paróquia) e Abel Poças não fogem à excepção.
Nota Breve:
Estarei certo de que o passado foi passado e o presente é presente e o futuro o dirá, cada tempo no seu tempo e cada minuto que passa vai ficando para a história

Revisão: Patrícia Antunes
João Carlos Veloso Gonçalves
Autor: Quelhas, escritor/jornalista português

"Uma das maiores alegrias que tenho é saber que Sobradelo da Goma deixou de ser apenas exportador de mão-de-obra barata e não qualificada para o resto da Europa. Pelo visto já temos grandes homens e mulheres que se dedicam a outras atividades e não apenas ao trabalho braçal, importante, mas que não tem influência na Comunidade onde labutamos"

António Joaquim Veloso, Cientista ambiental,
Doutor em geoquímica, Escritor. Prof. Universitário aposentado







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